Arquivos Editora Companhia das Letras | Página 8 de 11 | Minha Vida Literária
13

mar
2015

[Resenha] Risíveis Amores – Milan Kundera

Risíveis Capa

Título: Risíveis Amores
Autor: Milan Kundera
Editora: Companhia das Letras – Companhia de Bolso
Número de Páginas: 264
Ano de Publicação: 2012
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Um homem diz que crê em Deus para conquistar uma garo-ta e acaba descobrindo as virtudes da devoção a um deus que ele sabe inexistente. Na-morados fingem que não se conhecem, e aos poucos percebem como são, de fato, dois estranhos. Um mentiroso hábil brinca com as pessoas, mas elas são tão crédulas que ele perde o controle da situação. Nos sete contos de ‘Risíveis amores’, Milan Kundera pro-cura retirar do amor e do sexo a seriedade que costuma recobri-los. As situações se de-senvolvem a partir de um mal-entendido, de um jogo com o outro. A mentira – ou a a arte de iludir e ser iludido – está sempre em foco. Mas o engano, que se inicia pela brin-cadeira, revela como o autoengano governa todos os aspectos da vida. Não são apenas histórias de amor que fazem rir. São, também, histórias sobre tentativas de repor alguma verdade à experiência amorosa.

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06

mar
2015

[Resenha] A Casa Assombrada – John Boyne

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Título: A Casa Assombrada
Autor: John Boyne
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 296
Ano de Publicação: 2015
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Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cida-de, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior. Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a iden-tidade de H. Bennet permanece um mistério.A governanta recém-contratada busca in-formações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio tempo, fica in-trigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela propriedade. E então coisas realmente assustado-ras começam a acontecer…

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07

fev
2015

Notícias da Semana

Considerado O escaravelho do diadoum clássicão da literatura brasileira, O escaravelho do diabo, da mineira Lúcia Machado de Almeida, vai virar filme. Já com 27 edições, o suspense juvenil traz um mistério bem interessante, em que jovens ruivos, antes de serem assassinados, recebem um escaravelho, que para quem não sabe é um besourão feio proveniente da região do Mediterrâneo. As filmagens estão sendo gravadas em alguns municípios de São Paulo, a fim de se aproximar do ambiente do livro, que foi lançado em 1972 pela editora Ática. Dentre os atores principais está nada mais nada menos que Marcos Caruso. O diretor do longa, Carlos Milani, diz que não vai ser totalmente fiel à história do livro, mas garante que será tão bom quanto ele.

Fonte: O Globo

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31

jan
2015

Notícias da Semana

Série MillenniumO quarto livro da série Millenium, que deu origem a uma bem sucedida franquia cinematográfica estrelada por Rooney Mara e Daniel Craig, será lançado em agosto em 35 países, com previsão de chegar ao Brasil em outubro pela Companhia das Letras. Como o autor das obras anteriores, o jornalista e ativista político sueco Stieg Larsson, morreu em 2004, outro escritor assumiu a missão de terminar a obra. O novo autor mantém segredo sobre o significado do título (“Aquilo que não mata”, em tradução livre) e os rumos do thriller, que tem 500 páginas no original, em sueco. “O que eu queria era fazer uso da vasta mitologia que Stieg Larsson deixou para trás, o mundo que ele criou”, disse Lagercrantz ao jornal sueco “Dagens Nyheter”, garantindo ter se mantido fiel ao estilo de Larsson, que misturava crítica social e questões políticas com intrigas criminais.

Fonte: O Globo

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30

jan
2015

[Resenha] O Irmão Alemão – Chico Buarque

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Título: O Irmão Alemão
Autor: Chico Buarque
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 340
Ano de Publicação: 2014
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A narrativa se estrutura numa constante tensão entre o que de fato aconteceu, o que poderia ter sido e a mais pura imaginação. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Ciccio, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira. Ao tentar traçar o destino de seu irmão alemão, parece também estar em jogo para o narrador ganhar o respeito do pai, que, apesar dos arroubos intelectuais de Ciccio, tem mais afinidade com Domingos, ou Mimmo, seu outro filho, galanteador contumaz, leitor da Playboy e da Luluzinha, e sempre a par das novas sobre Brigitte Bardot. A despeito das tentativas de mediação da mãe, Assunta – italiana doce e enérgica justa e com todos compreensiva -, a relação dos irmãos é quase feita só de silêncio, competição e ressentimento.
Num decurso temporal que chega à Berlim dos dias presentes, e que tem no horror da ditadura militar brasileira e nos ecos do Holocausto seus centros de força, O irmão alemão conduz o leitor por caminhos vertiginosos através dessa busca pela verdade e pelos afetos.

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30

dez
2014

[Resenha] A Balada de Adam Henry – Ian McEwan

A Balada de Adam Henry

Título: A Balada de Adam Henry
Autor: Ian McEwan
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas:  200
Ano de Publicação: 2014
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Poucos autores de língua inglesa são mais importantes na atualidade do que Ian McEwan. Em quarenta anos de carreira, ele compôs marcos da literatura contemporânea, como Amor sem fim (1997), Amsterdam (1998) e Reparação (2001).
Seus livros são conhecidos pela precisão da prosa, pela atmosfera de suspense e estranhamento e também pelas viradas surpreendentes da trama, que puxam o tapete do leitor ao final do livro.
Nos últimos anos, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de “A balada de Adam Henry”.
A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Ela é conhecida pela “imparcialidade divina e inteligência diabólica”, na definição de um colega de magistratura. Mas seu sucesso profissional esconde fracassos na vida privada. Prestes a completar sessenta anos, ela ainda se arrepende de não ter tido filhos e vê seu casamento desmoronar.
Assim que seu marido faz as malas e sai de casa, Fiona tem de lidar com o caso de um garoto de dezessete anos chamado Adam Henry. Ele sofre de leucemia e depende de uma transfusão de sangue para sobreviver. Seus familiares, contudo, são Testemunhas de Jeová e resistem ao procedimento.
O dilema não se resume à decisão judicial. Como nos demais casos que julga, Fiona argumenta com brilho em favor do racionalismo e repele os arroubos do fervor religioso. Mas Adam se insinua de modo inesperado na vida da juíza. Revela-se um garoto culto e sensível e lhe dedica um poema incisivo: “A balada de Adam Henry”.
Os sentimentos despertados pelo garoto a surpreendem e incomodam. A crise doméstica e o envolvimento emocional com Adam – que oscila entre a maternidade reprimida e o desejo sexual – desarrumam sua trajetória de vida exemplar, trilhada com disciplina espartana desde a infância.

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19

dez
2014

[Resenha] Middlesex – Jeffrey Eugenides

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Título: Middlesex
Autor: Jeffrey Eugenides
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas:  576
Ano de Publicação: 2014
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Narrado por uma personagem hermafrodita, o segundo romance de Jeffrey Eugenides, autor de “As virgens suicidas”, é um épico intergeracional e intersexual. Vencedor do Pulitzer em 2003, “Middlesex” está a cada dia mais atual. “Nasci duas vezes: primeiro como uma bebezinha, em janeiro de 1960, num dia notável pela ausência de poluição no ar de Detroit; e de novo como um menino adolescente, numa sala de emergências nas proximidades de Petoskey, Michigan, em agosto de 1974.” Ironicamente, Calíope Stephanides está morando em Berlim, cidade que por décadas se viu dividida, quando começa a relembrar sua própria história, marcada pelo desvio e pela busca de unidade. Sua narrativa percorre então três gerações da família greco-americana Stephanides, tendo como ponto de partida o começo do século XX, quando seus avós deixam um vilarejo nas encostas do Monte Olimpo para se instalar em Detroit, nos Estados Unidos. Em plena Lei Seca, a Cidade dos Motores? experimenta seus dias de glória, até que eclodem os protestos da população negra, em julho de 1967, que obrigam a família a se mudar para Michigan. Nesta altura, Callie é uma menina de doze anos. Para entender o que a tornou tão diferente das outras meninas, Calíope precisa investigar segredos de família e a espantosa história de uma mutação genética que atravessa as décadas e a transformará em Cal, um dos mais audaciosos narradores da ficção contemporânea. Sofisticado, recheado de referências literárias, e ao mesmo tempo envolvente, Middlesex é uma reinvenção do épico americano, que alia as tradicionais sagas familiares à mais virtuosa narrativa pós-moderna. Um romance intergeracional e intersexual, vencedor do Pulitzer em 2003.

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09

dez
2014

[Resenha] Put Some Farofa – Gregório Duvivier

PUT SOME FAROFA

Título: Put Some Farofa
Autor: Gregório Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas:  208
Ano de Publicação: 2014
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“Dont repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always.” Publicada em Julho de 2014, a crônica que dá título a este volume, que cria uma conversa imaginária de um brasileiro com um gringo visitando o Brasil durante a copa, rapidamente se tornou um viral de internet, até ser comentada em artigo do Washington Post. Trata-se de uma amostra da verve humorística embebida de zeitgeist, crítica ferina e muito afeto de Gregorio Duvivier, um dos autores mais promissores do Brasil na atualidade. Reunindo o melhor de sua produção ficcional, Put some farofa traz textos publicados na Folha de S.Paulo e esquetes escritos para o canal Porta dos Fundos, além de alguns inéditos. Se Gregorio traz o raro dom da multiplicidade, tendo se destacado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos panfletários, exercícios de linguagem e outras experimentações. Os textos vão da pauta que está sendo debatida naquele dia no jornal ao completo nonsense; do amor ao ódio, do íntimo ao universal. No conjunto, o que espanta no autor é o frescor, a coragem, a visão transformadora e, sobretudo, a capacidade inesgotável de se renovar a cada semana, contando sempre com a inteligência e a sensibilidade do leitor.

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