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Minha Vida Literária
02

mar
2021

[Resenha] Céu Sem Estrelas — Iris Figueiredo

Um romance sensível e envolvente sobre autoestima, família e saúde mental.
Cecília acabou de completar dezoito anos, mas sua vida está longe de entrar nos trilhos. Depois de perder seu Continue lendo »

25

fev
2021

[Vídeo Resenha] Jogos Perigosos — Danielle Steel

A correspondente Alix Phillips está acostumada a transitar por zonas de guerras, a cobrir tiroteios e manifestações violentas. Ela e o fiel cinegrafista Ben não medem esforços para conseguir Continue lendo »

23

fev
2021

[Resenha] Sem Vida — Dani Assis

Ele deseja ardentemente a morte para conter sua dor. Existirá alguém capaz de lhe devolver a vida?
A dor da perda é dilacerante. Não existe sentimento mais devastador do que não ter ao seu lado a pessoa amada.
Oberon teve sua vida desfeita em questão de minutos. A partir daí, a angústia e o sofrimento pela perda da pessoa que mais amava o transformaram num homem partido em mil pedaços, preso no passado.
Mas, quando Agatha surge como um anjo, pouco a pouco ela será capaz de trazer luz à escuridão que o rodeia.
Uma linda história sobre a redescoberta do amor e renascimento daquele que passa por uma das piores dores que um ser humano pode sentir.

 

Ficha Técnica

Título: Sem Vida
Autor: Dani Assis
Editora: Publicação independente
Número de Páginas: 304
Ano de Publicação: 2018
Skoob: Adicione
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Compre o físico: Amazon

 
 

Resenha: Sem Vida

Sem Vida é um dos romances de Dani Assis publicado de maneira independente. Atrelado a ele, há o conto Vida, que narra os eventos após a finalização da história. Sem Caminho, por sua vez, é o segundo título da duologia, porém traz uma história sem conexões com a primeira — a temática é o que entrelaça as duas.

Oberon levava uma vida feliz ao lado da esposa, Lara. Donos de um estúdio de fotografia, estavam casados há vários anos e ainda permaneciam apaixonados. Contudo, Lara é assassinada e morre em seus braços em uma noite, jogando Oberon em uma escuridão sem fim. Assim, ele passa os três anos seguintes sem rumo, viajando de cidade em cidade como um andarilho e sobrevivendo com o básico. Porém, ao se ver obrigado a retornar à antiga casa, acaba precisando contratar uma assistente para ajudá-lo a se restabelecer no estúdio. É quando ele conhece Agatha, desempregada há mais de um ano e precisando urgentemente de um emprego.

Em primeira pessoa, os capítulos se alternam entre as perspectivas de Oberon e Agatha. A escrita de Dani Assis é leve e romântica, com um estilo que pude reconhecer também em sua outra obra, As Cores do Coração. Se a narrativa de Oberon traz a carga dramática da história, a de Agatha é o alívio cômico. Com seu jeito atrapalhado, protagoniza situações um tanto quanto embaraçosas, capazes de divertir. Ainda assim, o tom predominante da leitura é o de sensibilidade.

O tema principal de Sem Vida é o enfrentamento luto, além da necessidade de apoio emocional para superá-lo. Sendo assim, enquanto Oberon enfrenta os conflitos mais intensos da obra — seus conflitos internos —, Agatha vivencia os desafios externos, típicos da vida adulta: as dificuldades financeiras e a busca pela independência. Porém, quando em contato, ambos passam a lidar com as emoções suscitadas pelo outro. Se ela sente o impulso de ajudar bem como a dificuldade de transpor as barreiras levantadas por Oberon, ele precisa encarar a confusão de suas próprias emoções. 

Assim, o desenvolvimento central de Sem Vida é o romântico, focando na relação que nasce entre Agatha e Oberon. Dani Assis escreve com o coração e passa ao leitor uma visão sobretudo de compaixão e gentileza, a despeito do comportamento amargurado de Oberon — achei bonita a maneira de como ambos se apaixonam. Como a obra é focada na relação romântica, senti falta de um pouco mais de exploração do contexto familiar de Oberon, uma vez que esse é o motivo de seu retorno à cidade. Em relação à Agatha, gostei bastante de sua amizade com Eli e como essa relação é presente na história, ainda que o comportamento de Eli seja um pouco exagerado em algumas passagens, em termos de preocupação com a amiga.

Em linhas gerais, Sem Vida me proporcionou uma leitura leve e envolvente, embora suas temáticas sejam dolorosas. Foi uma história bonita de se acompanhar, que transmite sobretudo a ideia do significado de se estar vivo; afinal, a dor, a morte e o luto, parafraseando uma passagem da narrativa, fazem tão parte da vida quanto se estar aberto ao amor e às alegrias que ela pode nos proporcionar.

 

Série Completa

18

fev
2021

[Vídeo Resenha] O Nome da Rosa — Umberto Eco

Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, Continue lendo »

09

fev
2021

[Resenha] O Que Alice Esqueceu — Liane Moriarty

Alice tinha certeza de que era feliz: aos 29 anos, casada com Nick, um marido lindo e amoroso, aguardando o nascimento do primeiro filho rodeada pela linda família formada por sua irmã, a mãe atenciosa e a avó. Mas tudo parece IR por água abaixo quando ela acorda no chão da academia. Dez anos depois.
Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice percebe que se tornou alguém muito diferente: uma pessoa que não tem quase nada em comum com quem ela era na juventude e, pior, de quem ela não gosta nem um pouco.
Ao retratar a vida doméstica moderna provocando no leitor muitas risadas e surpresas, Liane Moriarty constrói uma narrativa ao mesmo tempo ágil e leve sobre recomeços, o que queremos lembrar e o que nos esforçamos para esquecer.

 

Ficha Técnica

Título: O que Alice Esqueceu
Título original: What Alice Forgot
Autor: Liane Moriarty
Tradução: Julia Romeu
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 416
Ano de Publicação: 2018
Skoob: Adicione
Compare e Compre: AmazonAmericanasSubmarino

 

Resenha: O Que Alice Esqueceu

O Que Alice Esqueceu é o terceiro romance de Liane Moriarty, que primeiramente foi lançado pela editora Leya como As Lembranças de Alice. A Intrínseca, responsável por traduzir outros títulos da autora, trouxe uma nova edição do romance após ter publicado os sucessos O Segredo do Meu Marido e Pequenas Grandes Mentiras, além de Até Que A Culpa Nos Separe. O mais recente trabalho de Moriarty é Nove Desconhecidos.

Após uma queda durante uma aula de step, Alice acorda tendo esquecido de seus dez últimos anos de vida. Ela acredita estar em 1998, grávida e no início de seu casamento, mas se descobre mãe de três crianças e com sua vida, como um todo, muito diferente do que era.

Por esse ser um livro anterior aos grandes sucessos de Liane Moriarty — os responsáveis por terem me apresentado seu trabalho —, senti uma leve diferença em sua escrita. Continuei gostando muito de sua narrativa e das temáticas abordadas, sobre as quais falarei abaixo, mas o desenvolvimento em si do enredo me pareceu um pouco menos maduro. Em seus outros livros, os ganchos e reviravoltas me parecem ter sido trabalhados com mais sutileza, escondidos de uma maneira mais natural, de forma a causarem mais impacto em suas revelações. Ressalto que essa não é uma crítica, mas uma observação, que demonstra especialmente como a autora ficou ainda mais habilidosa em suas publicações posteriores.

O Que Alice Esqueceu trabalha questões comuns à obra de Moriarty, como família e relacionamentos, mas se aprofunda especialmente no aspecto da memória e da identidade. A reflexão durante toda a leitura é sobre como mudamos com o passar do tempo, a partir do que vamos vivenciando, e o quanto nossas lembranças são cruciais nessa construção. A partir do instante em que Alice não se lembra do que viveu, ela não sabe mais quem é naquele ponto de sua vida, e as consequências decorrentes disso são múltiplas.

Atreladas a isso, aparecem temas como maternidade e casamento, além das próprias relações interpessoais como um todo. Liane Moriarty foi sensível em demonstrar não apenas as transformações, mas principalmente as perspectivas múltiplas. A história não trata de quem está certo ou errado, se Alice é uma pessoa melhor ou pior em relação ao passado, mas que há múltiplos fatores influenciando na construção da nossa personalidade e em nossa maneira de lidar com as pessoas e situações ao nosso redor. Cada figura na história tem sua carga de razão, de erro e acerto, e é bonito como a autora demonstra tudo isso. As situações apresentadas são complexas porque envolvem pessoas com sentimentos e bagagens complexas.

Vale dizer que, além da narrativa principal em terceira pessoa, onisciente pela perspectiva de Alice, há também, intercaladas a ela, a narrativa em primeira pessoa de sua irmã, Elizabeth, escrevendo uma espécie de diário por recomendação de seu terapeuta, e as publicações da avó das duas, Frannie, em um blog. Com isso, não apenas temos acesso aos acontecimentos por uma perspectiva que não de Alice como também conhecemos mais do anseio dessas mulheres. Parte da obra, também, trabalha diferentes formas de se levar a vida e diferentes escolhas que fazemos ao longo dela. Também, vale dizer que ao mesmo tempo que o humor ácido de Elizabeth contribui para a atmosfera melancólica do enredo, as passagens de Frannie funcionam como alívio cômico por serem um tanto quanto espirituosas.

No geral, gostei muito de O Que Alice Esqueceu especialmente pelas reflexões construídas. Não foi uma leitura que eu devorei — exceto por O Segredo do Meu Marido, costumo ler Liane Moriarty mais vagarosamente, acredito que por seu estilo de escrita —, mas que foi degustada em seu devido tempo.

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