Arquivos Coluna da Duhau - Página 2 de 9 - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
21

out
2012

Coluna da Duhau #37 – Usos do Porquê

Oi, pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim. ^^ Bom, a coluna dessa semana traz como tema o uso do porquê. Sei que a gente aprende isso lá atrás, mas uma hora ou outra acabamos nos confundindo de vez em quando, não é mesmo?
De qualquer maneira, espero que vocês apreciem o post e que ele seja útil pra vocês de alguma forma. Vamos a ele:

– Porquê –
Regra: É um substantivo, portanto só poderá ser utilizado quando for precedido de de artigo (o, os), pronomes adjetivos (meu, este, esse, aquele, quanto…) ou numeral (um, dos, três…).
Exemplos: 

  • Ninguém entende o porquê de tanta confusão.
  • Este porquê é um substantivo. 
  • Quantos porquês existem na língua portuguesa?
  • Existem quatro porquês.
– Por quê –
Regra: Sempre que a palavra que estiver em final de frase, deverá receber acento, não importando qual seja o elemento que surja antes dela.
Exemplos: 
  • Ele não me ligou e nem disse por quê.
  • Você está rindo de quê?
  • Você veio aqui para quê?
– Por que –
Regra: Usa-se por que quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. Para facilitar, pode-se substituí-lo por por qual razão, pelo qual, pela qual, pelos quais, por qual.
Exemplos:
  • Por que não me disse a verdade? = por qual razão
  • As causas por que discuti com ele são particulares. = pelas quais
  • Mariana é a mulher por que vivo. = pela qual
– Porque – 
Regra: É uma conjunção subordinativa causal ou uma conjunção subordinativa final ou conjunção coordenativa explicativa, portanto ligará duas orações, indicando causa, explicação ou finalidade. Para facilitar, pode-se substituí-lo por já que, pois ou a fim de que.
Exemplos:
  • Não saí de casa, porque estava doente. = já que
  • É uma conjunção, porque liga duas orações. = pois
  • Estudem, porque aprendam. = a fim de que
Existem quatro uso do porquê, portanto não é tão difícil assim, né? Bom, de todo jeito, espero que tenham gostado do post de hoje. ^^
Beijão e uma ótima semana a todos! o/
07

out
2012

Coluna da Duhau #36 – A Vírgula Parte 2

Oi, pessoinhas! Tudo bom com vocês? Espero que sim. Bom, tô aqui em mais um domingo com outro post da Coluna da Duhau pra vocês. Dessa vez vou continuar o tema do post passado (esse aqui), porque deixei de fora algumas regrinhas importantes. Só que dessa vez as regras são um pouco mais específicas, então não se assustem com elas à primeira vista. Costumo dizer que em gramática/português tudo é prática, ou seja, não precisamos sair por aí decorando essas milhões de regras que existem na nossa língua.
De qualquer maneira, vamos ao post:

– Caso 6 –
Regra: A vírgula é usada para separar elementos que exercem a mesma função sintática (sujeito composto, complementos, adjuntos), quando não vêm unidos pelas conjunções e, ou e nem.
Exemplo: “Os homens em geral são escravos; vivem presos às suas profissões, aos seus interesses, aos seus preconceitos.” – G. Amado
– Caso 7 –
Regra: A vírgula é usada para isolar o adjunto adverbial antecipado.
Exemplo: “Lá fora, a chuvarada despenhou-se por fim.” – C. de Oliveira
– Caso 8 –
Regra: Entre orações, emprega-se a vírgula para separar as orações coordenadas assindéticas.
Exemplo: “Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria.” – A. de Alcântara Machado
– Caso 9 –
Regra: A vírgula é utilizada para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas.
Exemplo: “D. Apolônia, que se habituara ao desdém das senhoras do Quinaxixe, não amolecia no entanto como patroa.” – A. Santos
– Caso 10 –
Regra: A vírgula é usada para separar as orações reduzidas de infinitivo, de gerúndio e de particípio, quando equivalentes a orações adverbiais.
Exemplo: “Sendo tanto os mortos, enterram-nos onde calha.” – J. Saramago
E, com isso, fecho esse tema. Espero que tenham gostado de aprender mais um pouco sobre a vírgula. 😀 Mais uma vez, obrigada por tudo.
Um beijo e uma ótima semana a todos! o/
26

set
2012

Coluna da Duhau #35 – A Vírgula

Pra quem tá estranhando a Coluna da Duhau em plena quarta-feira, calma que eu explico: tive um probleminha com a minha internet no domingo (maldita NET) e acabei que fiquei o dia inteiro sem poder utilizar esse lindo e maravilhoso veículo de comunicação. Sendo assim, combinei com a Mi da postagem ir ao ar hoje pra vocês não ficarem muito tempo sem a coluna.
Explicações iniciais dadas, vamos ao tema de hoje: a vírgula. Talvez esse seja um dos temas que eu mais gosto da nossa língua. Sou viciada em aprender como usar corretamente a tal da vírgula. Então tentarei passar um pouco desse conhecimento que eu adoro pra vocês. Espero que seja útil.

– Caso 1 –
Regra: A vírgula é usada para isolar o vocativo, ou seja, a pessoa pra quem a frase é direcionada.
Exemplo: “D. Glória, a senhora persiste na ideia de meter nosso Bentinho no seminário?” – Machado de Assis.
– Caso 2 –
Regra: A vírgula é usada para isolar o aposto, ou qualquer elemento de caráter explicativo.
Exemplo: “Alice, a menina, estava feliz.” – F. Namora
– Caso 3 –
Regra: A vírgula é utilizada também para indicar a supressão de uma palavra (geralmente o verbo) ou de um grupo de palavras.
Exemplo: “No céu azul, dois fiapos de nuvens.” (havia dois fiapos…) – A. F. Schmidt
– Caso 4 –
Regra: A vírgula só poderá vir antes da conjunção e quando a mesma estiver sendo empregada no sentido diferente de adição (adversidade, consequência) ou quando o sujeito das duas orações forem diferentes.
Exemplos: Coitada! Estudou muito, e ainda sim não foi aprovada. (sentido de adversidade)
Antônio leu o livro, e Paulo escreveu a carta. (sujeitos diferentes)
– Caso 5 –
Regra: A vírgula será utilizada quando os termos do período estiverem deslocados, ou seja, em ordem inversa.
Exemplo: Depois do almoço, fomos ao cinema.
Por hoje é isso, pessoal. Coloquei as regras mais básicas da utilização da vírgula. Se quiserem uma parte II com as regrinhas mais complicadas é só falar! Espero que esse post tenha contribuído pra vocês de alguma forma. ^^
Beijo pra todo mundo! o/

09

set
2012

Coluna da Duhau #34 – O Cotidiano da Língua

Oi, pessoal. Tudo bom com vocês? E o feriado, como foi? Aproveitaram bastante? Bom, no meu caso, o meu feriado me serviu muito bem pra descansar desse final de semestre atribulado que tô tendo depois que minha faculdade voltou da greve (pois é, ainda tô no primeiro semestre de 2012).
Mas não tô aqui pra falar dos meus problemas pessoais e sim pra trazer mais um post pra vocês sobre nossa querida língua portuguesa.
Dessa vez trouxe algumas palavras e/ou expressões que falamos no dia a dia e que, na maioria das vezes, nem percebemos que estamos cometendo algum errinho. Então prestem bem atenção para poderem ficar mais atentos no cotidiano de vocês.
Vamos lá:

Ao nível de –
Costumamos falar a nível de. Essa expressão só deve ser utilizada com o significado de à mesma altura, porém com o artigo o antecedendo o substantivo nível.
Exemplo: Gosto de estar ao nível do mar.
Qualquer outro significado que queira dar a essa expressão estará inadequado ao padrão culto de nosso idioma. Deve-se substituí-la por em termos de, em se tratando de, quanto a.
Exemplo: Em se tratando de curiosidades, essa é bem interessante. (e não A nível de curiosidades…)

– Verbo Haver –
O verbo haver pode ter muitos significado e sentidos, porém, atualmente, o usamos em dois sentidos principais, que são o de auxiliar de locução verbal e como verbo impessoal.
Locução verbal: Nesse caso tem o mesmo valor do verbo ter. (Geralmente junto de um verbo no particípio)
Exemplo: Ele tinha pedido demissão = Ele havia pedido demissão.
Verbo impessoal: Será impessoal quando tiver o significado de existir ou acontecer, ou ainda quando indicar tempo decorrido.
Exemplos: Haverá deuses enquanto alguém acreditar neles = Existirão deuses enquanto alguém acreditar neles.
Há vinte e sete anos casei-me com Joana = Casei-me com Joana faz vinte e sete anos (tempo decorrido)
– A persistirem os sintomas –
As vezes escutamos, principalmente em propagandas de remédios, a frase “ao persistirem os sintomas um médico deverá ser consultado”. Na verdade, a forma correta seria a persistirem, pois é uma frase que indica condição e não tempo, ou seja, o enfermo deverá procurar orientação médica se os sintomas persistirem e não quando os sintomas persistirem. (Ao + infinitivo = ideia de tempo)
– Ao invés de e Em vez de –
Ao invés de indica oposição, situação contrária. Em vez de significa substituição, simples troca.
Exemplos: Descemos, ao invés de subir.
Em vez de ir ao cinema, fui ao teatro.
– Nós viemos e Nós vimos –
Nós viemos é o verbo vir no pretérito perfeito do indicativo, ou seja, no passado. Nós vimos é o verbo vir no presente do indicativo.
Exemplos: Ontem, nós viemos procurá-lo, mas você não estava.
Nós vimos aqui, agora, para conversar sobre nossos problemas.
Engraçado como o português, sem a devida atenção, pode nos pregar peças, né? Por isso é imprescindível sempre estarmos nos atualizando e buscando novos conhecimentos para que possamos estar sempre a par de todas as mudanças e dessas milhões de regrinhas.
De qualquer maneira, espero que o post tenha sido útil e vocês tenha gostado.
Beijo e uma ótima semana a todos! o/
26

ago
2012

Coluna da Duhau #33 – Figuras de Sintaxe Parte 2


Oi, pessoas! Vamos pra mais um domingo de postagem dessa coluna que eu tanto amo fazer? Bom, pra quem não se lembra do post passado, porque já faz um tempinho, aqui está ele. E como eu disse ao final dele, deixei algumas Figuras de Sintaxe de fora, por isso agora a gente volta com a parte II, né?

Então sem mais delongas, vamos às Figuras de Sintaxe que estão faltando:



– Sínquise –

Regra: Sínquise é a inversão de tal modo violenta das palavras de uma frase, que torna difícil sua interpretação.

Exemplo: “Lícias, pastor – enquanto o sol recebe, mugindo, o manso armento e ao largo espraia. Em sede abrasa, qual de amor por Febe – Sede também, sede maior, desmaia.”

Entenda-se:

“Lícias, pastor, enquanto o manso armento recebe o sol e, mugindo, espraia ao largo -, abrasa em sede, qual desmaia de amor por Febe, sede também, sede maior.”




– Assíndeto –

Regra: Há assíndeto quando as orações de um período ou as palavras de uma oração se sucedem sem conjunção coordenativa que poderia enlaçá-las. É um vigoroso processo de encadeamento do enunciado, que reclama do leitor ou do ouvinte uma atenção maior no exame de cada fato.

Exemplo: “A barca vinha perto, chegou, atracou, entramos.” – Machado de Assis

“Lavava roupas da Baixa, vestia, usava, lavava outra vez, levava.” – Luandino Vieira





– Polissíndeto –

Regra: O polissíndeto é o contrário do assíndeto, ou seja, é o emprego reiterado de conjunções coordenativas, especialmente das aditivas.

Exemplo: “Como uma horda de seres vivos, cobríamos gradualmente a terra. Ocupados como quem lavra a existência, e planta, e colhe, e mata, e vive, e morre, e come.” – Clarice Lispector




– Anacoluto –

Regra: Consiste numa irregularidade gramatical na estrutura de uma frase, como se começássemos uma frase e houvesse uma mudança de rumo no pensamento. Por exemplo, através do desrespeito das regras de concordância verbal ou da sintaxe. É utilizado para dar a sensação de espontaneidade. 

Exemplo:Umas carabinas que guardava atrás do guarda-roupa, a gente brincava com elas, de tão imprestáveis.” – C. de Abreu





– Silepse –

Regra: Silepse é a concordância que se faz não com a forma gramatical das palavras, mas com o seu sentido, com a ideia que elas expressam. Existem, então, silepse de número, gênero

Exemplos:

Silepse de número – “Deu-me notícias da gente Aguiar; estão bons.” – Machado de Assis

Silepse de gênero – “Imediatamente, pode Vossa Excelência ficar descansado!” – B. Santareno

Silepse de pessoa – “Todos entramos imediatamente.”





Espero que tenham gostado. Com esse post fechamos o tema Figuras de Sintaxe e espero que  eles tenham contribuído de alguma forma para o engrandecimento do conhecimento de vocês. ^^



Beijão e uma ótima semana a todos! o/






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