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29

jul
2012

Coluna da Duhau #32 – Figuras de Sintaxe (ou de Linguagem)

Oi, pessoal. Tudo bom com vocês? Eu sei que andei meio sumidinha aqui do Minha Vida Literária, mas foi por causa de questões de saúde e por isso eu não pude postar a coluna no dia certo. Mas cá estou eu de volta para mais um domingo com vocês.
O tema de hoje é Figuras de Sintaxe, ou seja, “mecanismos” que são úteis para dar uma maior coesão gramatical a uma oração, nos auxiliando a dar mais sentido à frase.
Vamos conhecer algumas delas:

– Elipse –
Regra: Elipse é a omissão de um termo que o contexto ou a situação permitem facilmente suprimir.
Exemplo: “No mar, tanta tormenta e tanto dano.” Os Lusíadas – Luís de Camões (omissão do verbo “haver”).
Cuidado! A elipse é responsável por numerosos casos de derivação imprópria, ou seja, quando o termo expresso absorve o significado do termo omitido.
Ex.: a (cidade) capital, um (dente) canino, uma (igreja) catedral, uma folha (de papel), etc.
– Zeugma –
Regra: A zeugma é uma das formas da elipse. Consiste em fazer participar de dois ou mais enunciados um termo expresso em apenas um deles. É omitir na segunda oração um termo que já foi mencionado na primeira.
Exemplo: “Na vida dela houve só mudança de personagens; na dele mudança de personagens e de cenários.” (Na vida dele houve mudança…)
– Pleonasmo –
Regra: Como eu já havia dito no post sobre Vícios de Linguagem, o pleonasmo, se usado de maneira correta, é uma figura de linguagem, mas, se usado inutilmente, é considerado um vício de linguagem. Pleonasmo nada mais é que a superabundância de palavras para enunciar uma ideia.
Exemplo: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.” – Fernando Pessoa
– Hipérbato –
Regra: Hipérbato é a separação de palavras que pertencem ao mesmo sintagma, pela intercalação de um membro frásico. De forma genérica, hipérbato designa toda a inversão de ordem normal das palavras na oração.
Exemplo: “Do que a terra mais garrida / Teus risonhos, lindos campos têm mais flores.” Hino Nacional Brasileiro – Osório Duque Estrada





– Prolepse –

Regra: Prolepse, também conhecida como Antecipação, é uma figura de sintaxe onde ocorre o deslocamento de um termo de uma oração para outra que a precede. É um recurso narrativa com o qual se pode descrever o futuro.
Exemplo:O próprio ministro dizem que não gostou do ato.” – Machado de Assis   




Por hoje é só, pessoal. Mas, como de costume, deixei várias figuras de sintaxe de fora dessa lista, então acho que vocês já podem esperar a parte II. De qualquer maneira, espero que tenham gostado. ^^ Até a próxima!


Beijo e uma ótima semana a todos! o/





30

jun
2012

Coluna da Duhau #31 – Crase Parte 3

Olá, pessoas! Alguém pode me estranhar aqui no sábado, mas é porque a Mi pediu gentilmente que eu antecipasse a coluna já que ela já tem algo preparado para amanhã, domingo.
Bom, finalmente estou aqui com a terceira e última parte do nosso especial sobre crase. Espero que o assunto ainda não tenha ficado cansativo.
Como essa é a última parte, então sobraram menos regras, portanto não liguem se esse post tiver menos palavras do que o de costume.
Enfim, explicações iniciais dadas, então vamos ao post:

– À qual –
Regra: Ocorre crase diante dos pronomes relativos a qual, as quais se o verbo da oração exigir a preposição a.
Ex.: A cena à qual assisti foi chocante. (Quem assiste, assiste a algo).
– À sua ou A sua –
Regra: A crase é facultativa diante de pronomes possessivos femininos, pois o uso do artigo a também é facultativo.
Ex.: Referi-me a sua professora ou Referi-me à sua professora.
– Terra –
Regras: Quando a palavra terra for com o significado de planeta (substantivo), pede artigo, consequentemente, quando houver a preposição a, ocorre a crase.
Ex.: Os astronautas voltaram à Terra.
Quando a palavra tiver significado de chão firme, solo só receberá a crase quando estiver especificada.
Exs.: Os marinheiros voltaram a terra.
Irei à terra de meus avós.
E assim terminamos com nosso especial de três posts somente sobre a famigerada crase. Sei que post foi curtinho, mas como já havia dito, só restaram essas últimas regrinhas mesmo. De qualquer maneira, espero que tenham gostado e que possam ter aprendido pelo menos um pouquinho. E lembre-se: praticar o português tanto na escrita como na leitura é a melhor forma de fixar o conhecimento. ^^ 
Tenham todos um ótimo domingo e uma ótima semana! o/
Beijão,
17

jun
2012

Coluna da Duhau #30 – Crase Parte 2

Hey Ho, let’s go! Aquela que se empolga, né? haha Tô de volta com a segunda parte do nosso post sobre crase. Gostaram da primeira parte? Conseguiram tirar algumas dúvidas? Pois então agora vou dar continuidade àquele post (viram a crase proposital que coloquei aí, né? haha). Então vam’bora pra mais algumas regrinhas e exemplos deliciosos!

– À moda –
Regra: Nas expressões adverbiais à moda e à maneira de, mesmo que as palavras moda e maneira fiquem subentendidas, ocorre crase.
Ex.: Fizemos um churrasco à gaúcha e espaguete à bolonhesa. (À moda gaúcha, à moda dos gaúchos).
Comi bife à milanesa. (À moda milanesa, à moda de Milão; À moda bolonhesa, à moda de Borgonha).
– À medida que –
Regra: Nesse caso ocorrerá crase quando houver uma locução prepositiva e locução conjuntiva. Uma locução prepositiva é a junção de a + substantivo feminino + de. Uma locução conjuntiva é a junção de a + substantivo feminino + que.
Ex.: Ele está à procura da esposa. (Locução prepositiva)
À proporção que o tempo passa, mais sábios ficamos. (Locução conjuntiva)
Outros exemplos: à maneira de, à moda de, às custas de, à espera de, à medida que, etc.
– Essa roupa é igual à que comprei ontem –
Regra: Ocorre crase diante do pronome relativo que ou da preposição de quando houver uma fusão da preposição a com os pronomes a/as. É só substituir “de” ou “que” por “aquele”, “aquela”, “estas”, “esta”… 
Ex.: Sua voz é igual à de um primo meu. (A voz é igual a esta)
– A festas –
Regra: Quando o a estiver no singular, diante de uma palavra no plural, não ocorre crase, pois falta-lhe o artigo.
Ex.: Não gosto de ir a festas desacompanhado.
Referi-me a todas as alunas, sem exceção. 
– A faca –
Regra: Não ocorre crase quando a preposição a estiver anteposta a um adjunto adverbial de meio ou de instrumento.
Ex.: Matou o desafeto a faca.
Respondi a prova a caneta.
Fim de mais um post, pessoal. :/ Mas acho que deixei umas 3 ou 4 regrinhas de fora aí tanto dessa lista, quanto da primeira parte. Então, se já não estiverem cansados do assunto, posso voltar com uma Parte III.
Obrigada a todo mundo que sempre comenta e acompanha meus posts aqui no Minha Vida Literária, afinal de contas, já estamos no 30º post! o/
Um beijão e uma ótima semana a todos! o/




#TodosPiraNaParteII
#TodosPedeAParteIII
Sem mais.

03

jun
2012

Coluna da Duhau #29 – Crase

Olá, pessoas do meu Brasil! Tudo bom com vocês? Espero que sim. Bom, estou de volta pra mais uma coluna e o assunto dessa vez é: crase! Quando devemos utilizar esse acento indicativo de crase? É isso mesmo pessoal, a crase é representada por um acento grave quando ocorre uma fusão de duas vogais idênticas (a + a), ou seja, a junção da preposição a com os artigo definidos a ou as e os pronomes demonstrativos a, as, aquele(s), aquela(s), aquilo. Portanto, a crase não é aquele “acento ao contrário” em si, e sim a fusão propriamente dita.
Dada essa explicação inicial, vamos ao post:

– A pino – 
Regra: Só ocorre crase diante de palavras (substantivos) femininas, portanto nunca usem o acento grave indicativo de crase diante de palavras que não sejam femininas.
Ex.: Ela recorreu a mim. (Mim não é uma palavra feminina. Pode até referir-se a uma mulher, mas a palavra em si não tem gênero definido). 
Estou disposto a ajudar você. (Ajudar é verbo e não substantivo feminino). 
Vou à cidade. (Agora sim, pois cidade é um substantivo feminino).
OBS.: Aquela velha regra pode ser aplicada aqui: somente trocamos o verbo “ir” pelo verbo “voltar” e se, depois da troca, a preposição “da” surgir, então a crase ocorrerá.
Ex.: Vou a Porto Alegre (volto de Porto Alegre; não ocorre a crase).
Vou à Bahia (volto da Bahia)
– Paguei à cabeleireira –
Regra: Se houver verbo indicando destino, troca-se a palavra feminina por outra masculina. Se, diante da masculina, surgir “ao“, diante da feminina, ocorrerá a crase. Caso contrário, não ocorrerá a crase. Essa substituição serve pra evidenciar a existência da preposição e do artigo, caso que é exigido crase se for a + a.
Ex: Paguei à cabeleireira. (Paguei ao cabeleireiro; Com crase)
Respeito as regras. (Respeito os regulamentos; Sem crase)
– À noite –
Regra: Se o à noite for um adjunto adverbial de tempo feminino (e não somente um artigo + substantivo, como em a noite), ocorrerá a crase. O mesmo acontece com adjuntos adverbiais de modo e lugar.
Ex.: Encontrei a Maria ontem à noite.
Saí às pressas de casa.
Outros exemplos: à tarde, às escondidas, às escuras, à direita, à esquerda, à vontade, à revelia, etc.

– À distância –
Regra: Diante da palavra distância, só ocorrerá a crase se houver a formação de locução prepositiva (à distância de).
Ex.: Reconheci-o a distância.
Reconheci-o à distância de duzentos metros.
– À casa –
Regra: A palavra casa só terá artigo se estiver especificada. Portanto, só ocorrerá a crase diante dessa palavra nesse caso (artigo + preposição).
Ex.: Cheguei a casa antes de todos.
Cheguei à casa de Ronaldo antes de todos.  
Pessoal, ainda deixei MUITAS regras de fora, por isso necessito fazer um Parte II pra vocês, quem sabe até um Parte III. Espero que tenham gostado. Crase é um dos meus assuntos preferidos, então acho que ainda posso dar mais algumas diquinhas pra vocês. 😀
Beijão e uma ótima semana a todos!
20

Maio
2012

Coluna da Duhau #28 – Hífen

Oi, pessoal, tudo bem com vocês? Como foi o final de semana? Espero que ótimo. ^^ Bom, estou aqui mais uma vez para falarmos da nossa boa e velha língua portuguesa. Dessa vez falaremos sobre o uso do hífen e alguns cuidados que temos que tomar quando utilizamos esse recurso, quando é obrigatório, quando não é… Enfim, tentarei dar aquela resumida legal pra vocês.
Vamos ao post:

– Anti-higiênico –
Regra: Usa-se hífen em todas as palavras quando o segundo elemento for iniciado por H ou mesma vogal.
Outros exemplos: mini-horta, sobre-humano, anti-inflamatório, micro-ônibus, micro-ondas, etc.
Exceção 1: Os prefixos co-, re-, pro- e pre- aglutinam-se com o segundo elemento. Ex.: coordenação, reeleger, preencher, etc.
– Antissocial –
Regra: Não se usa hífen em todas as palavras cujo o segundo elemento inicia-se com as letras R ou S e o prefixo termina em vogal, duplicando-se as mesmas.
Outros exemplos: antirreligioso, multissecular, neorrealismo, etc.
– Antiglobo – 
Regra: Se o segundo elemento não começar por H ou pela mesma vogal do prefixo, não se usa o hífen.
Outros exemplos: anticristo, anticollor (e não anti-Collor), antilula (e não anti-Lula)
– Inter-regional –
Regra: Usa-se hífen quando o segundo elemento iniciar com R, H ou uma consoante.
Outros exemplos: hiper-humano, super-resistente, ab-rogar, etc.
– Ab-rupto ou Abrupto –
Regra: Segundo a regra, essa palavra deveria ser escrita com hífen, pois o segundo elemento começa com R. Porém, por convenção, ela também pode ser escrita sem hífen. De qualquer maneira, as duas formas estão corretas.
Espero que tenham gostado do post, pessoal. E que tenham aprendido pelo menos um pouquinho com ele. ^^
Uma boa semana a todos e um beijão <3

Pra variar, eu adorei, Pri!
Sempre me confundo com o uso do hífen, principalmente depois da Nova Gramática!

06

Maio
2012

Coluna da Duhau #27 – Vícios de Linguagem Parte 2

Olá, pessoas lindas do meu coração. Como vocês estão? Espero que bem. Bom, devido ao sucesso do post da semana retrasada e de alguns pedidos pra voltar com a parte dois dos vícios de linguagem, cá estou eu atendendo ao pedido dos leitores lindos do Minha Vida Literária, haha.

Ah, preciso comunicar uma coisa também. Eu e a Mi conversamos e decidimos que a Coluna da Duhau será um post/coluna sobre português/gramática. Eu já andava fazendo posts mais relacionados a isso ultimamente, mas agora é oficial: essa coluna trará dicas, regras, informações sobre nossa língua-mãe. Gostaram da novidade? Espero que sim. 🙂

Então vamos ao post!



– Plebeísmo – 

  1. Palavras, expressões e modos de dizer característicos do dialeto das classes populares, frequentemente considerados pelas classes dominantes como um linguajar vulgar. 
Exs.: “Ele era um tremendo mané!”; “Tô ferrado.”







– Prolixidade –
  1. É a exposição fastidiosa e inútil de palavras ou argumentos e à sua superabundância. É o excesso de palavras para exprimir poucas idéias. Ao texto prolixo falta objetividade, o qual quase sempre compromete a clareza e cansa o leitor.  A prevenção à prolixidade requer que se tenha atenção à concisão e precisão da mensagem. Concisão é a qualidade de dizer o máximo possível com o mínimo de palavras. Precisão é a qualidade de utilizar a palavra certa para dizer exatamente o que se quer.
E aí, vocês têm algum livro/autor que consideram prolixo?





– Eco –
  1. eco vem a ser a própria rima que ocorre quando há na frase terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância.
Exs.: “O aluno repetente mente alegremente.”; “Falar em desenvolvimento é pensar em alimento, saúde e educação.”









– Colisão –
  1. A repetição de uma mesma, ou semelhante consoante em várias palavras é denominada aliteração. Aliterações são preciosos recursos estilísticos quando usados com a intenção de se atingir efeito literário ou para atrair a atenção do receptor. Entretanto, quando seus usos não são intencionais ou quando causam um efeito estilístico ruim ao receptor da mensagem, a aliteração torna-se um vício de linguagem e recebe nesse contexto o nome de colisão.
Exs.:Eram comunidades camponesas com cultivos coletivos.”; “papa Paulo VI pediu a paz.”





Costumo colocar sempre 5 palavras, mas como só sobraram 4 outros vícios de linguagem desde o post passado, então dessa vez tive que diminuir uma palavra. Espero que vocês me perdoem e que, mesmo assim, tenham  gostado do post. 😀

Beijão a todos e uma ótima semana! o/


















Pri, como já havíamos conversado, fiquei muito feliz com essa alteração do foco do post! Tenho certeza que você nos trará assuntos bem úteis e interessantes, como já vinha fazendo!Acho que os vícios de hoje, pelo menos para mim, foram mais novidade! Por exemplo, não conhecia o Plebeísmo (e ri com o nome), nem a colisão. E diria que eu era uma mestra em prolixidade nas minhas provas de história, mas ai era intencional mesmo haha! 

22

abr
2012

Coluna da Duhau #26 – Vícios de Linguagem

Oi, pessoal, tudo bom com vocês? Vocês devem ter estranhado que semana passada não teve Coluna da Duhau, mas é que eu passei por um final de semana bem complicado de dar aulas freneticamente e não estava com tempo nem de respirar! Tanto que esse mês, até agora, só li um livro de 200 e poucas páginas, pra vocês verem que até minha atividade preferida está sendo comprometida por essa correria do dia-a-adia que está afetando todos nós. 
Bom, mas não é pra falar sobre isso que estou aqui. Agora que desafoguei um pouquinho, voltei com mais um post da coluna pra vocês e só posso pedir desculpas pela ausência na semana passada, espero que entendam. E pra essa semana decidi trazer novamente um tema que tem a ver com português, já que ainda tô muito com a cabeça nesse tema por conta das aulas intermináveis que dei. Então trouxe um tema que ainda é muito comum e alguns errinhos que muita vezes cometemos tanto na escrita, quanto na fala, que são os Vícios de Linguagem.
Vamos a eles?


– Ambiguidade – 
  1. Ambiguidade é a possibilidade de uma mensagem ter dois sentidos. Ela geralmente é provocada pela má organização das palavras na frase. Quando uma mesma oração dá espaço de interpretação para dois sentidos distintos e, caso esse não seja o interesse, isso será um erro, já que sua frase poderá ter um sentido que você não quis dar a ela.

Exs.: Leu para o filho muitos poemas e lendas da Grécia. (Ambiguidade estrutural, quando há mais de uma interpretação por conta do agrupamento de palavras.) “da Grécia” refere-se só às lendas ou também aos poemas?


Sonhava toda noite com louros. (Ambiguidade lexical, quando há mais de uma interpretação por conta da polissemia [vários significados para uma mesma palavra].) Nesse caso, “louros” pode ser um substantivo (referindo a “homens louros”) ou também pode ter o sentido de “glórias alcançadas”.



– Barbarismo –
  1. Barbarismoperegrinismoidiotismo ou estrangeirismo (para os latinos qualquer estrangeiro era bárbaro) é o uso de palavras ou expressão em desacordo com as normas gramaticais, ou com erro de pronúncia, grafia ou significação.
  2. Subdivide-se em: Galicismo (quando a palavra é proveniente do francês), Anglicismo (quando é do inglês) e Castelhanismo (do espanhol).

Exs.: Eles têm serviço delivery. (Anglicismo, o correto seria: “Eles têm serviço de entrega.”


Ontem comprei muitos CD’s naquela loja. (Anglicismo, pois na nossa língua não usamos o apóstrofo em nenhuma palavra (exceto para supressão de alguma letra, como em copo d’água). O correto seria “CDs”.




– Cacofonia –
  1. cacofonia é um som desagradável ou obsceno formado pela união das sílabas de palavras conseguintes. 
Ex.: Deixe ir-me , pois estou atrasado

Atenção! NÃO são cacofonias: “Eu amo ela”, “Eu vi ela”, Ela tinha…”, etc. já que, apesar de existir uma feia junção de fonemas nesse exemplos, essas junções não resultam na formação de uma palavra ou significado obsceno como no exemplo acima. Mesmo assim devemos evitar usar tais combinações.




– Pleonasmo Vicioso –

  1. pleonasmo é uma figura de linguagem. Quando consiste numa redundância inútil e desnecessária de significado em uma sentença, é considerado um vício de linguagem. Esse tipo de pleonasmo chamamos pleonasmo vicioso.

Exs.: Grande maioria, certeza absoluta, monopólio exclusivo, bonita caligrafia (caligrafia já significa “boa letra”), elo de ligação, habitat natural, etc.

Atenção! Como dito acima, o pleonasmo pode ser usado propositalmente, como figura de linguagem, pelo autor. Porém, é necessário muita maestria para utilizá-lo corretamente e, por isso, recomenda-se evitá-lo. Exemplo de pleonasmo como figura de linguagem: “Cada qual busca salvar-se a si próprio.” – Herculano




– Solecismo –
  1. Solecismo é um erro gramatical, especialmente de sintaxe, cometido quase sempre por quem desconhece as regras da língua  Há três tipos de solecismo:
  • Solecismo de Concordância: “Fazem cinco anos que nos conhecemos.” (Faz cinco anos…). “Aluga-se salas neste edifício.” (Alugam-se salas…).
  • Solecismo de Regência: “Ontem eu assisti um filme de época.” (Ontem eu assisti a um filme de época. Quem assiste [no sentido de ver], assiste a alguma coisa. Já se o sentido do verbo assistir fosse ‘dar assistência’, aí sim seria assistir alguém.)
  • Solecismo de Colocação: “Me parece que você está muito feliz hoje.” (Parece-me que você está muito feliz hoje. Sempre ocorrerá a ênclise se o verbo estiver no início da frase). “Eu não respondi-lhe nada do que perguntou”. (Eu não lhe respondi nada do que perguntou [O “não” atrai a próclise]).





Bom, pessoal, eu acho que me estendi um pouquinho, haha. Mas é que gosto tanto de português/gramática que a professora já baixa em mim e eu saio tagarelando mesmo. No mais é isso mesmo. Lembrando que existem outros vícios de linguagem, como o Eco, a Colisão, o Plebeísmo e a Prolixidade. Se tiverem interesse, aconselho a pesquisarem mais sobre eles, é um assunto muito interessante.

Por falar em prolixidade, desculpem a minha. Vou encerrando por aqui. Um beijão e uma ótima semana a todos! o/ 
















Pri, eu sou super a favor de uma edição nº2 de Vícios de Linguagem com esses outros que você citou!Acho que eu já conhecia todos desse post, mas, ainda assim, foi ótimo ler sobre eles, porque alguns dos exemplos eu nunca havia parado para pensar que eram vícios (ex: “a grande maioria”). Enfim, eu também adoro português então estou me deliciando com esses seus posts!!




01

abr
2012

Coluna da Duhau #25 – [Bilíngue] Falsos Cognatos

Olá, minha gente. Tudo bom com vocês? Como foram de final de semana? Espero que bem. ^^ Bom, aqui estou eu para mais uma Coluna da Duhau e dessa vez decidi voltar a fazer uma edição bilíngue, já que tinha muito tempo que eu não vinha com um post em duas línguas.
Bom, e para incrementar ainda mais, decidi fazer como tema Falsos Cognatos. Muita gente sabe o que é isso, mas para aqueles que ainda não sabem, falsos cognatos são aquelas palavras que são escritas de maneira parecida com a nossa, só que em outra língua, mas que significam uma coisa totalmente diferente e que, muitas vezes, nos levam a fazer uma associação errônea exatamente por essa semelhança de grafia.
Para ficar melhor pra todo mundo, vou colocar o falso cognato em inglês, bem como seu significado em inglês e português. Além disso, vou colocar também a palavra em português que logo pensamos quando vemos o falso cognato e a real tradução dessa palavra para o inglês. 
Vamos a elas:

–  Balcony –

  1. A platform enclosed by a wall or balustrade on the outside of a building, with access from an upper-floor window or door.
  2. Uma plataforma delimitada por uma parede ou balaustrada do lado de fora de um edifício, com acesso a partir de uma janela superior chão ouporta. Sacada.

Nos faz lembrar de: Balcão, que em inglês é counter. 





– Pretend –

  1. Speak and act so as to make it appear that something is the case when in fact it is not.
  2. Falar e agir de modo a fazer parecer que algo é o caso quando na verdade ele não é. Fingir.

Nos faz lembrar de: Pretender, que em inglês é to intend, to plan.







– Convenient – 

  1. Fitting in well with a person’s needs, activities, and plans.
  2. Encaixando-se bem com as necessidades de uma pessoa, atividades e planos. Prático.

Nos faz lembrar de: Conveniente, que em inglês é appropriate







– Deception –

  1. The action of deceiving someone.
  2. A ação de enganar alguém. Logro, fraude.

Nos faz lembrar de: Decepção, que em inglês é disappointment.








– Injury –

  1. An instance of being injured. The fact of being injured; harm or damage.
  2. Uma instância de ser ferido. O fato de ser ferido; ferimentos ou danos.
Nos faz lembrar de: Injúria, que em inglês é insult

– Preservative –

  1. A substance used to preserve foodstuffs, wood, or other materials against decay.
  2. Uma substância utilizada para preservar os géneros alimentícios, madeira, ou outros materiais contra o apodrecimento. Conservante.

Nos faz lembrar de: Preservativo, que em inglês é condom.







Espero que tenham gostado, pessoal. ^^ Nos vemos na próxima!

Um beijão e uma ótima semana para todos! o/















Pri, não sei de onde você tira as ideias pra essa coluna, mas pode continuar desse jeito porque adoro!

Pra variar, você arrasou! Acho sempre muito interessante essas diferenças entre um idioma e outro!

18

mar
2012

Coluna da Duhau #24 – Novo Acordo Ortográfico

Oi seus lindos, adivinha quem voltou? (dã) Eu mesma! E como vocês gostaram bastante do post anterior e pediram uma continuação sobre o Novo Acordo Ortográfico da nossa Língua Portuguesa, cá estou eu! o/
Fiquei pensando um tempão como iria fazer essa coluna com esse tema, uma vez que não foram palavras que foram mudadas, e sim suas formas de grafia. Então, de posse da minha linda Gramática (que também é o meu livro de cabeceira), vou tentar fazer esse post da melhor maneira possível.
Ah, sobre a Gramática que eu tenho aqui em casa, ela é considerada uma das melhores da atualidade e muito indicada para quem está estudando para concursos. O nome dela é Nova Gramática do Português Contemporâneo, dos autores Celso Cunha e Lindley Cintra. Ela já está revisada com o Novo Acordo e é da Editora Lexikon. 
É uma gramática um pouco mais complexa (então se você estiver no Ensino Médio, ela não é indicada para você) e todos os exemplos de frases são retirados da literatura brasileira.
Se tiverem interesse é só clicar aqui e você será redirecionado para o site da Saraiva, onde ela está sendo vendida com um preço bem em conta.
Disto isto, vamos ao post:

– Bom-dia, Boa-tarde e Boa-noite – (antigamente: bom dia, boa tarde e boa noite)

Sim, com hífen. 
Regra: Usa-se o hífen em palavras compostas cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal compõem uma unidade sintagmática e de significado. 
Explicando melhor: Você irá usar o hífen quando cada palavra tiver seu significado isolado da palavra ao qual está junta. Como no caso do “bom-dia”, onde “bom” significa uma coisa por si só e “dia”, outra. Independentemente se forem verbos, substantivos, adjetivos e/ou numerais.
Outros exemplos: Ano-luz, arco-íris, médico-ortopedista, afro-brasileiro, quarta-feira, vermelho-claro, primeira-dama, conta-gotas, marca-passo, tira-teima, bota-fora, etc.
Exceções: Girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, etc.

– Anti-inflamatório – (antigamente: antiinflamatório)

Regra: Passa a se usar hífen entre o prefixo e o segundo elemento quando o prefixo termina na mesma vogal pela qual começa o segunda elemento.
Outros exemplos: Anti-inflacionário, tele-educação, tele-entrega, neo-ortodoxia, contra-almirante, ultra-alto, etc.
Exceções: o prefixo co- se junta com o segundo elemento começado por o. Ex.: cooptar, coobrigação, etc.
O prefixo re- se junta com palavras começadas por e. Ex.: reeleição, reerguer, etc.

– Minissaia – (antigamente: mini-saia)

Regra: Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s não se usa mais o hífen e a consoante r ou s é duplicada.
Outros exemplos: Ultrassom, antissemita, ecossistema, maxirresultado, contrarregra, cosseno, semirreta, etc.

– Extraescolar – (antigamente: extra-escolar)

Regra: Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente ou consoante (se esta for r ou s, como visto acima, se duplica).
Outros exemplos: Autoescola, copiloto, infraestrutura, autoimune, contraordem, etc.

– Geleia – (antigamente: geléia)

Regra: Os ditongos abertos éi e ói perdem o acento agudo quando caem na penúltima sílaba (paroxítonas).
Outros exemplos: Ideia, joia, tramoia, epopeia, apoia, diarreico, heroico, debiloide, etc.
Atenção! O acento não cai se esses ditongos estiverem na última sílaba das palavras (oxítonas) ou na antepenúltima sílaba (proparoxítonas).
Exemplos: Anéis, heróis, fiéis, anzóis, etc.

– Voo – (antigamente: vôo)

Regra: Cai o acento circunflexo de palavras paroxítonas terminas em ôo e em êem:
Outros exemplos: Deem, enjoo, veem, creem, abençoo, leem, etc.
Atenção! As flexões dos verbos ter e vir na 3ª pessoa do plural do indicativo mantêm o acento. Ex.: têm, vêm, etc. Diferenciando das flexões da 3ª pessoa do singular, que são tem, vem, etc. Bem como os derivados desses verbos, como: mantém e mantêm, provém e provêm, retém e retêm, convém  e convêm, etc.

Alguma regrinhas podem nos enganar de vez em quando, ainda mais porque o português é cheio de exceções, mas como tempo vamos nos acostumando mais e depois ficará mais fácil.

É isso, pessoal. Espero que tenham gostado. ^^

Se tiverem alguma dúvida, falem nos comentários que eu vou tentar responder, ok?

Um beijão e uma ótima semana para todos! o/

Pri, o post ficou sensacional!
Eu estava muito ansiosa por ele porque eu não sei nada quase do Novo Acordo Ortográfico, e você tirou várias das minhas dúvidas nesse post! Muito obrigada, querida, por ajudar na melhoria de nosso português!

04

mar
2012

Coluna da Duhau #23 – Gramática

Oi pessoal, como vocês estão? Espero que estejam todos bem. o/ Então, a coluna dessa semana é sobre um tema que eu adoro demais: Gramática! Decidi trazer aquelas palavrinhas que até conhecemos bem o significado, porém sempre nos bate aquela dúvida quanto à escrita delas. Aquelas palavras que nos pregam uma peça de vez em quando, pois com certeza você já deve ter passado por uma situação em que ficou morrendo de dúvida se tal palavra se escreve com SS ou Ç, por exemplo, não é mesmo? Acontece com todo mundo e é disso que vamos falar hoje e, por isso, não se atenham tanto ao significado das palavras, mas sim à grafia. 
P.S.: Eu adoro estudar português/gramática e procuro sempre estar atualizada quanto às mudanças de nossa Língua e sempre revisar aquilo que já aprendi. Contudo, não sou nenhuma expert e nem estou querendo parecer presunçosa ou algo do tipo. A intenção é mesmo ajudar a todos nós, inclusive eu, que volta e meia esquecemos como se escreve essa ou aquela palavra.
Chega de falação e vamos às palavras:

– Ratificar e Retificar –
  1. Ratificar: Fazer a confirmação ou validação de; Confirmar, Validar. Comprovar o que foi declarado; Reafirmar. 
  2. Retificar:  Eliminar ou reparar erros ou defeitos de; Corrigir, Emendar.  Tornar reto ou direito (o que é curvo, torto etc.); Alinhar. 
– Concerto e Conserto –
  1. Concerto: Obra musical para instrumento(s) solista(s) e orquestra. Audição pública de obras musicais de qualquer gênero, que podem ser executadas por instrumentistas, cantores, orquestras etc.; Recital. 
  2. Conserto:  Ação ou resultado de consertar; Reparo. Anulação ou diminuição dos efeitos indesejáveis daquilo que se disse ou se fez. 
– Iminente e Eminente –
  1. Iminente: Que está prestes a acontecer (perigo iminente); Imediato, Próximo.
  2. Eminente: Que ocupa ou está em posição elevada (lugar eminente; igreja eminente). Que supera os demais; insigne (deputado eminente).
– Muçarela –
  1. Queijo de leite de búfala ou vaca usado na culinária italiana. A palavra origina-se da palavra italiana  mozzarèlla. Porém, a forma aportuguesada e correta é escrita com “mu” e “ç”. 
– Discriminação e Descriminação –
  1. Discriminação: Capacidade de discernir, de notar ou fazer distinção entre coisas.  O conceito ou o ato de separar (por algum critério), isolar, segregar.
  2. Descriminação:  Ação ou resultado de descriminar, de retirar a imputação de crime a algo; Descriminalização.
– Tachar e Taxar –
  1. Tachar: Qualificar (algo, alguém ou si mesmo) de (atributo negativo). Criticar (algo, alguém ou si mesmo) censurando; Desaprovar.
  2. Taxar: Instituir imposto a ser pago por (produto, serviço etc.). Impor (limites, regras restrições) a; Limitar, Moderar, Regrar.
Vocês viram que eu me empolguei e coloquei até mais palavras que o habitual, espero que não se importem. É porque eu realmente adoro esse tema e confesso que um dos meus passatempos preferidos é ficar lendo uma Gramática como se fosse mesmo um livro de literatura.
Não sei se vocês sabem, mas eu dou aulas particulares de português/redação/gramática para pessoas que vão fazer concurso e, no começo, era só um “quebra-galho” pra ganhar um dinheirinho extra, mas hoje em dia eu sou verdadeiramente apaixonada pela gramática e tenho prazer em falar dela.
Esse tema é bem extenso. Então, caso vocês queiram, posso voltar com uma parte II ou, quem sabe, algo relacionado ao novo Acordo Ortográfico… É só vocês me avisarem aí que ficarei imensamente feliz em atender aos seus pedidos. 😀
Beijão e uma ótima semana para todos! o/

Nossa, Pri, não sabia que você dava aulas de português/redação! Vivendo e aprendendo 😀
Adorei demais o tema de hoje, além de realmente auxiliar a todos, é importante para nós, blogueiros, que estamos em contato direto com a escrita sobre a literatura, o que torna imprescindível que escrevamos o mais corretamente possível!
E eu tinha certeza que tanto “muçarela” quanto “mussarela” estavam certos, até porque eu acho muito feia a grafia com “ç”. Mais uma vez, vivendo e aprendendo!

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Desafio Fuxicando Sobre Chick-Lits 2019

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