Arquivos Contos - Página 7 de 8 - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
07

out
2015

[Resenha] O Vilarejo – Raphael Montes

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Título: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Editora: Suma de Letras
Número de Páginas: 96
Data de Publicação: 2015
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Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome. As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.

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15

set
2015

[Resenha] Cada homem é uma raça – Mia Couto

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Título: Cada homem é uma raça
Autor: Mia Couto
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 200
Ano de Publicação: 2013
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Mia Couto é um escritor sobretudo generoso. Neste livro que reúne onze contos, publicado originalmente em 1990, ele prova isso mais uma vez. Os indivíduos são sempre objeto de fascínio e a descrição de suas vidas jamais traz qualquer julgamento. Com sua escrita poética inconfundível, que resulta num português com a melodia das línguas africanas, ele apresenta um rico universo de vivências de figuras moçambicanas. Se no conto “A Rosa Caramela” acompanhamos os dissabores de uma mulher corcunda que enlouqueceu depois de ter sido abandonada ao pé do altar, em “A princesa russa” a situação é de uma estrangeira que se vê num país desconhecido e com um marido hostil, e se alia a um de seus empregados nativos para sobreviver. “A lenda da noiva e do forasteiro” e “O embondeiro que sonhava pássaros” são exemplos dos contos mágicos e exuberantes de Mia, ao passo que “O apocalipse privado do tio Geguê” e “Os mastros de Paralém” têm um cunho político mais claro.

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31

jul
2015

[Resenha] Amar é Crime – Marcelino Freire

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Título: Amar é Crime
Autor: Marcelino Freire
Editora: Record
Número de Páginas: 160
Ano de Publicação: 2015
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Destaque da Festa Literária Internacional de Paraty 2015. Autor de contos e de um romance impactantes, que transformaram o autor em um dos mais celebrados escritores contemporâneos, Marcelino Freire traz, em Amar é crime, uma reunião de histórias em que o amor flerta com seu reverso: a dor, a morte, o mal.
Tudo se revela por meio de explosões e de palavras cortantes, sangrentas, no melhor estilo de Marcelino Freire. Marcados pela oralidade e pelo ritmo característicos do escritor pernambucano, os contos são uma mistura sonora entre ficção e repente, e têm o poder de trazer para o centro nobre da literatura personagens marginalizados, invisíveis em nossa sociedade. Originalmente publicado em 2011 em pequena edição pelo coletivo artístico Edith, do qual Marcelino é um dos criadores, traz agora cinco contos novos, além de capa assinada por um dos mais respeitados artistas gráficos do país, Helio de Almeida.
Marcelino Freire foi o destaque da primeira edição da Flip, em 2004, e logo depois tornou-se um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea com Contos negreiros (Editora Record, Prêmio Jabuti 2006). De sua autoria, a Record publicou ainda Rasif e o romance Nossos ossos (2013), finalista do prêmio Jabuti e vencedor do prêmio Biblioteca Nacional de melhor romance.

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19

jul
2015

[Divulgação] Concurso Brasil Em Prosa || Cinco Minutos – Aione Simões Sérgio

20

mar
2015

[Resenha] Amiga de Juventude – Alice Munro

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Título: Amiga de Juventude
Autor: Alice Munro
Editora: Editora Globo- Biblioteca Azul
Número de Páginas: 304
Ano de Publicação: 2014
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Amiga de juventude apresenta dez contos nos quais a ven-cedora do prêmio Nobel de Literatura 2013 se concentra na delicadeza dos relaciona-mentos. Amizades, casamentos, relações entre pais e filhos são os pontos centrais destas narrativas, nas quais os personagens são levados a confrontar seus sentimentos mais íntimos. O livro enfoca as diferentes formas como o desejo, a paixão e o afeto resistem, se confundem ou mudam com a passagem dos anos. A autora parte de episódios cotidi-anos para se aprofundar na complexidade das personagens, que em várias histórias são também narradores que confrontam o próprio passado, suas expectativas e erros. Uma conversa entre amantes ou um sonho são o suficiente para despertar conflitos inespera-dos. A tradução de Elton Mesquita procura respeitar as minúcias do estilo da escritora e o texto em português mantém a fluidez do realismo doméstico e as intermitências do testemunho pessoal.Certamente uma das autoras mais relevantes da atualidade, Munro parece renovar-se em suas histórias ao atrair o leitor para cidades pequenas, vizinhanças de classe média e envolvê-lo em tensões familiares, desejos imprevisíveis e num clima de violência iminente e desesperada.Quarto livro da autora lançado pela Biblioteca Azul, Amiga de juventude reflete figuras ambíguas, com pouca chance de uma iluminação precisa, sem deixar de lado o realismo com o qual a autora flerta a todo momento.

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