[Resenha] Uma Noiva Rebelde — Julia Quinn - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
29

jan
2021

[Resenha] Uma Noiva Rebelde — Julia Quinn

Ela tinha duas opções…
Georgiana Bridgerton nunca foi contra a ideia de se casar. Ela só achava que sua opinião seria levada em conta na hora de escolher o noivo. Mas quando sua reputação está por um fio, Georgie precisa decidir: ou aceita ser uma solteirona pelo resto da vida ou se casa com o vigarista que a sequestrou de olho em seu dote.
Mas de repente surge uma terceira opção…
Quarto filho de um conde, Nicholas Rokesby está estudando medicina em Edimburgo e não tem o menor interesse em arrumar uma esposa nesse momento. Mas quando descobre que Georgie, sua amiga de infância, corre o risco de ficar arruinada para sempre, ele sabe o que deve fazer.
Depois do escândalo…
Só que os dois sabem que nunca conseguiriam se ver como mais do que bons amigos. Não é?
Ao embarcarem num jogo de conquista nada convencional, repleto de diálogos impagáveis e coadjuvantes carismáticos – entre eles três gatos cheios de personalidade –, Nicholas e Georgie vão descobrir que muitos encantos da vida já estão bem na nossa frente.

 

Ficha Técnica

Título: Uma Noiva Rebelde
Título original: First Comes Scandal
Autor: Julia Quinn
Tradução: Thaís Paiva
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 272
Ano de Publicação: 2020
Skoob: Adicione
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Resenha: Uma Noiva Rebelde

Uma Noiva Rebelde é o quarto e último livro da série Os Rokesbys, de Julia Quinn, que antecede a famosa série Os Bridgertons. Situada no final dos anos 1700, a família Rokesby é vizinha da família Bridgerton, e ambas acabam se unindo por meio do casamento. Tanto este quanto o primeiro da série, Uma Dama Fora dos Padrões, são protagonizados pelas irmãs de Edmond Bridgerton, patriarca da família que protagoniza a série mais famosa da autora. 

Nicholas Rokesby, caçula da família e livre das obrigações aristocráticas, estuda em Edimburgo para ser médico. Quando recebe uma carta de seu pai pedindo que ele volte para casa com urgência, ele jamais imaginou que o motivo do retorno teria a ver com Georgie Bridgerton, sua vizinha e amiga de infância. Solteira aos 26 anos e sem a intenção de se casar por conveniência, ela se vê com opções limitadas ao ter sua reputação colocada em risco.

Sou suspeita para falar dessa série, porque adoro todos os livros — Um Cavalheiro À Bordo foi o que menos gostei. Julia Quinn é uma das minhas autoras de romance de época favoritas especialmente pela leveza de sua escrita e por seu humor, sobretudo em diálogos. Em Uma Noiva Rebelde, todos esses elementos continuam presentes, o que faria da leitura agradável por si só. Para além deles, há também os aspectos próprios da obra, que a tornam ainda mais gostosa de se ler.

Em primeiro lugar, Nicholas é estudante de medicina e parte desse universo aparece na narrativa. Os comentários sobre as amputações, sangrias e outros procedimentos hoje muito distantes da nossa realidade mostram não apenas o avanço da medicina, mas ambientam a trama em um cenário interessantíssimo, que vai além do comum envolvendo as rodas sociais da aristocracia britânica. Aliás, essa é uma característica da série, já que em Um Marido de Faz de Conta há o cenário do Exército e, no terceiro volume, o da Marinha. Também, Georgie é a típica mocinha a frente do seu tempo, constantemente questionando os papéis atribuídos a homens e mulheres — além de assumir uma postura ativa, agindo de acordo com o que ela acredita. É curioso aqui observar a escolha do nome da protagonista, que pode ser tanto masculino quanto feminino, sendo, portanto, a maneira perfeita de Julia Quinn demonstrar essa característica de sua mocinha de defender a igualdade de direitos entre os gêneros.

Depois, é nesse livro que enfim vislumbramos um pouco dos Bridgertons que primeiramente conhecemos. Como Uma Noiva Rebelde se passa em 1791, Violet e Edmond já haviam se casado, e Anthony, Benedict e Colin já eram nascidos. Assim, quando a família vai jantar na casa de Georgie, podemos desfrutar um pouco mais dos personagens. Fiquei encantada pelos dois mais velhos como crianças e mais ainda pelo Colin bebê, já tão voraz e encantador, como virá a ser quando adulto, além de ter amado a versão praticamente recém-casada de Violet, em seus primeiros anos de maternidade. Para quem acompanha ambas as séries, esse tipo de conexão entre os livros é como uma homenagem não apenas aos personagens, mas aos fãs, por poderem aproveitar desse extra.

Em linhas gerais, Uma Noiva Rebelde me proporcionou, mais uma vez, uma leitura encantadora e divertida, que fluiu muito rápido. Gostei do fato de não haver tantos conflitos na história, sendo mais centrada no desenvolvimento da paixão entre o casal. As cenas sensuais se fazem presente, mesmo que em pouca quantidade, mas dão o tom necessário de tensão e romance para o enredo. Mais uma série de Julia Quinn que deixará saudades!





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2 Respostas para "[Resenha] Uma Noiva Rebelde — Julia Quinn"

Angela Cunha - 30, janeiro 2021 às (08:21)

Com a chegada da série do Duque na tv, eu me peguei vendo que não lia praticamente nada do gênero. Os romances de época até estão na minha estante(alguns) mas eu sempre vou os deixando ali, por tempos.
Nesse comecinho de ano, já comecei a mudar isso e li um, já é um começo rs
Claro que quero muito todos os livros da Julia e ainda pretendo comprar sim. E aí você vem com esse quarto livros de uma outra série da autora que eu preciso muito ler!!!
Adorei!
Beijo

RUDYNALVA CORREIA SOARES - 30, janeiro 2021 às (21:38)

Aione!
É sempre uma leitura deliciosa os livros da Julia.
Li apenas o primeiro livro dessa série,quero continuar.
cheirinhos
Rudy

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