[Resenha] Garota-Ranho — Bryan Lee O'Malley,‎ Leslie Hung e Mickey Quinn | Minha Vida Literária
28

ago
2018

[Resenha] Garota-Ranho — Bryan Lee O’Malley,‎ Leslie Hung e Mickey Quinn

Título: Garota-Ranho
Título original: Snotgirl: Green Hair Don’t Care
Autor: Bryan Lee O’Malley e‎ Leslie Hung e Mickey Quinn
Tradução: Érico Assis
Ilustração: Leslie Hung e Mickey Quinn
Editora: Quadrinhos na Cia
Número de Páginas: 136
Ano de Publicação: 2018
Skoob: Adicione
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Do mesmo criador do fenômeno Scott Pilgrim, Garotaranho é uma das séries mais ousadas, engraçadas e espertas dos quadrinhos atuais. Lottie Person é uma blogueira de moda que vive uma vida absolutamente incrível — ou pelo menos é o que ela quer que você acredite. A verdade é que sua alergia está fora de controle, seu nariz não para de escorrer, o namorado a trocou por uma garota mais nova e é possível que ele tenha cometido um homicídio. Este é o primeiro volume do sensacional Garotaranho, de Bryan Lee O’Malley, criador de Scott Pilgrim, e da desenhista Leslie Hung.

Garota-Ranho chama atenção pelo título um tanto quanto curioso e por ser uma HQ de autoria do mesmo criador do famoso quadrinho Scott Pilgrim. Esse é o primeiro volume de uma série que, a meu ver, direciona-se especialmente ao público jovem e feminino, ainda que isso não impeça quaisquer leitores de apreciar igualmente a leitura.

O curioso título justifica-se em decorrência de a protagonista possuir uma forte alergia, a qual a deixa em apuros em variadas situações. Ocorre que Lottie Person é uma blogueira de moda muito famosa e cheia de estilo, de modo que sua alergia é um lado da sua vida que fica longe dos holofotes.

Uma das questões mais interessantes dessa HQ é a sua atualidade, já que ela retrata, à sua maneira, uma face da possível realidade das influenciadoras digitais, sobretudo do mundo da moda. Mas, além disso, a trama ocupa-se em desenvolver conflitos relacionados à superficialidade e liquidez de algumas relações desenvolvidas na vida pessoal e profissional de Lottie e como isso a afeta.

A partir desses aspectos, acompanhamos de modo fluído e seguido de imagens coloridas e muito atrativas uma rede de convivências que ultrapassam os limites da monotonia. Isso porque a história de Garota-Ranho envolve intrigas, amores mal resolvidos, amizades corrompidas e até mesmo uma pitada de mistério e suspense a qual envolve até a polícia.

Quando ressalto a indicação para um público alvo especifico é em decorrência da atenção que foi direcionada para aspectos do mundo feminino, como numa passagem na qual Lottie se recente pela atual do seu ex estar usando um vestido que era seu. Inicialmente as personagens podem até parecer superficiais — e muitas de fato são. Entretanto, com o decorrer da narrativa, o leitor poderá perceber nuances que traduzem em certa medida uma crítica a um mundo construído em torno de aparências. Até onde os relacionamentos pessoais e os interesses profissionais se misturam? O toque de mistério cercado de intrigas e amizades confusas me lembrou muito algumas características presentes em séries de TV como Pretty Little Liars. Desse modo, o perfil de Garota-Ranho encaixa-se na cultura pop contemporânea, o que coopera para que sua linguagem seja acessível e de fácil compreensão.

Esse volume apenas nos introduz à série que certamente desenvolverá melhor esse universo de glamour permeado de dissabores, no qual nossa protagonista está submersa.  No mais, Garota-Ranho é um quadrinho de leitura rápida e agradável, ideal para quem já é acostumado com esse tipo de leitura ou para quem deseja começar a se aventurar por outros tipos de experiências literárias.





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