Dessa vez, delirei sobre o impacto das narrativas em um livro e a maneira de como costumo encarar situações, como se eu alternasse a narrativa de minha vida entre a primeira e a terceira pessoa.
A principal diferença entre se narrar em primeira ou terceira pessoa está na parcialidade. Sem nos atentarmos a isso, podemos facilmente acusar Capitu de adultério ou Lolita de ter seduzido Humbert Humbert aos doze anos, quando, na verdade, não temos provas sobre o primeiro fato e o segundo se tratar de um caso de pedofilia. Por outro lado, apesar de parcial e, às vezes, limitada, a primeira pessoa permite a maravilha de se adentrar por completo na mente do narrador, conhecendo diretamente suas emoções e pensamentos, enxergando as situações através de seus olhos. É a experiência de se estar na pele do outro.

Caramba, este foi um dos melhores textos que li ultimamente. Você tem razão, a forma como vemos as coisas pode mudar tudo. Aliás, uma das minhas frases favoritas, do C.S. Lewis, é a seguinte: “Pois o que você ouve e vê depende do lugar em que se coloca, como depende também de quem você é.”
Perfeito o seu texto e seu ponto de vista. Compartilho dele com você.
bjs