[Resenha] A livraria dos achados e perdidos — Susan Wiggs - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
05

jul
2022

[Resenha] A livraria dos achados e perdidos — Susan Wiggs

Após uma tragédia, Natalie Harper herda a charmosa, mas praticamente falida, livraria de sua mãe, localizada num prédio histórico no centro de São Francisco, na Califórnia, e a responsabilidade de cuidar do seu avô Andrew, cada vez mais debilitado.Com a recusa de Andrew em vender a loja, Natalie deixa sua antiga vida ― segura, confortável e previsível ― para trás e volta para São Francisco determinada a recuperar a livraria que um dia foi seu lugar favorito no mundo. Porém, sua vida se parece mais com um livro de horror do que com um conto de fadas. O prédio está caindo aos pedaços, as dívidas se acumulam rapidamente, a saúde do avô entra em declínio e ela não consegue ver uma luz no fim do túnel.Natalie precisa de um sinal, ou pelo menos de um livro que a ajude a resolver seus problemas, mas em vez disso recebe Peach Gallagher, contratado por sua mãe para fazer reparos no prédio. À medida que Peach começa seu trabalho, Natalie se vê envolvida numa jornada de novas conexões, descobertas e revelações, de artefatos antigos escondidos nas paredes da livraria até verdades inexploradas sobre sua família, seu futuro e seu coração.

 

Ficha Técnica

Título: A livraria dos achados e perdidos
Título original: The lost and found bookshop
Autor: Susan Wiggs
Tradução: Flora Pinheiro
Editora: Harlequin
Número de Páginas: 368
Ano de Publicação: 2020
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Resenha: A livraria dos achados e perdidos

A Livraria dos Achados e Perdidos é o romance de Susan Wiggs publicado pela editora Harlequin. Mesclando drama com romance e leveza, o livro entrega uma leitura que, acima de tudo, homenageia o poder e a mágica de boas histórias.

Após uma tragédia, Natalie herda a Livraria dos Achados e Perdidos, gerenciada há gerações por sua família. Além do lugar estar à beira da falência e caindo aos pedaços, seu avô está com demência e se recusa a vender o imóvel, colocando Natalie em uma situação ainda mais delicada. Contudo, é entre os livros e um novo estilo de vida que ela passa a refletir suas escolhas. 

Em terceira pessoa, a narrativa de Susan Wiggs é muito gostosa de se acompanhar. Apesar dos eventos trágicos iniciais, que conferem o tom dramático à leitura, a escrita em geral é leve. Aliás, a partir de determinado momento, com a inserção do romance, há até mesmo certa mudança de tom narrativo, o que acaba gerando estranhamento em relação ao início.

Susan Wiggs, também, coloca diferentes acontecimentos na história a fim de torná-la mais dinâmica e intensa. Com isso, A Livraria dos Achados e Perdidos entrega um romance cativante, uma gostosa aventura com pitadas de mistério em relação aos antepassados de Natalie, além de desenvolver bem os conflitos da protagonista, seja sobre a livraria, seja sobre a saúde do avô — um dos pontos altos da leitura, conferindo ternura e sensibilidade a ela — ou sobre suas próprias inseguranças com relacionamentos — algo que adorei como foi trabalhado. 

Por outro lado, algumas situações não foram tão bem abordadas, deixando a sensação de que poderiam não existir na trama ou mesmo serem mais simples, a fim de não parecerem deixadas de lado. Me incomodou, acima de tudo, como a relação de Natalie com o noivo é praticamente ignorada. Independentemente das intenções dela, era esperado um maior impacto emocional, considerando tudo que ocorre no início da história.

Apesar dos poréns, A Livraria dos Achados e Perdidos foi uma leitura gostosa e cativante, cuja associação com a literatura foi irresistível para mim, assim como a escrita leve da autora me proporcionou bons momentos. Não foi um livro que amei ou que mesmo me marcou, mas foi uma experiência agradável pelos dias em que me acompanhou.





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