[Resenha] A Rainha dos Funerais — Madeleine Wickham - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
31

maio
2022

[Resenha] A Rainha dos Funerais — Madeleine Wickham

“Você provavelmente já ouviu falar de Sophie Kinsella, um dos nomes mais importantes da literatura contemporânea. Mais de 40 milhões de exemplares vendidos em 60 países consagraram Kinsella como a rainha absoluta do gênero em que escreve. O que você talvez não saiba é que essa trajetória brilhante começou um pouco antes de o pseudônimo Sophie Kinsella existir, quando a autora assinava suas obras com seu verdadeiro nome. Como Madeleine Wickham, a inglesa escreveu seis romances, entrando para a lista de mais vendidos logo na estreia, um sucesso imediato tanto de crítica quanto de público. A autora reafirma sua versatilidade e seu brilhantismo com narrativas completamente diferentes das que escreve como Sophie, mais ácidas, irreverentes, porém igualmente apaixonantes.
Em A rainha dos funerais ela explora a vida de Fleur Daxeny, uma mulher viciada em chapéus de grife, cartões de crédito ilimitados e homens ricos. Nem anjo nem demônio, a bela e sedutora heroína se esforça para sustentar seu estilo de vida. Que melhor local para garantir a próxima conquista do que num funeral? Afinal, um recém-viúvo está sempre precisando de um ombro amigo. Parecia o plano perfeito… exceto que seus interesses materiais entram em conflito com os do coração ao conhecer Richard Favour, um homem doce e amoroso, ainda tentando superar a morte da esposa. Fleur se flagra desejando ser mais que uma amiga para ele. O único problema é a conta bancária de Richard…
Em A rainha dos funerais, com um texto envolvente e inebriante tendo como cenário a maluca década de 1990, Madeleine Wickham brinca com as nuances da psique humana de cada personagem e de suas idiossincrasias, e nos faz refletir sobre a maneira como nos relacionamos, o perpétuo idealismo em justaposição com a sólida realidade, sem jamais perder de vista que, por trás da montanha de desespero, a esperança sempre continua a brilhar.” – Carina Rissi

 

Ficha Técnica

Título: A Rainha dos Funerais
Título original: The Gatecrasher
Autor: Madeleine Wickham
Tradução: Carolina Caires Coelho
Editora: Record
Número de Páginas: 294
Ano de Publicação: 2021
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Resenha: A Rainha dos Funerais

A Rainha dos Funerais é um romance de Madeleine Wickham, mais conhecida pelo pseudônimo Sophie Kinsella, publicado originalmente no final da década de 1990. No Brasil, ganhou tradução por Carolina Caires Coelho, publicado pela editora Record em 2021.

Fleur Daxeny é mestra na arte do golpe. Com seu charme e beleza, conhece homens ricos e viúvos em funerais e, aproveitando-se da vulnerabilidade deles, se aproxima a fim de conquistá-los — fugindo com o dinheiro assim que consegue o que quer. Contudo, ao entrar na vida de Richard Favour, as coisas saem, pela primeira vez, diferente do que está acostumada.

Como é comum nas obras assinadas por Madeleine Wickham, a narrativa se dá em terceira pessoa, alternando-se de acordo com as perspectivas das diferentes personagens. Embora haja um tom leve na escrita e certo divertimento sobretudo por alguns retratos mais caricatos, A Rainha dos Funerais está longe de ser um livro engraçado. Aliás, foi provavelmente a obra mais séria que já li da autora.

O que mais me agradou na leitura foi como Madeleine Wickham criou as personagens e seus conflitos emocionais. Apresentando qualidades e defeitos, não podem ser definidas apenas por um desses espectros. Há algumas que, sim, são mais detestáveis ou adoráveis, mas em geral são compostas por essa mescla para demonstrar o quanto suas condutas estão ligadas à bagagem que carregam e às dificuldades que enfrentam. Acima de tudo, temos personagens movidas pela proximidade com o limiar do desespero. Ainda, questões familiares são centrais em A Rainha dos Funerais, e gostei muito de como a autora incluiu a temática na história. 

Apesar de ter gostado de ver assuntos delicados e profundos trabalhados de maneira leve e despretensiosa, a leitura de A Rainha dos Funerais é, em geral, morna. Não foi um livro com altos e baixos o suficiente para que eu o devorasse, ou mesmo que não me deixasse com vontade de interromper a leitura. Nenhuma personagem ou passagem me causou forte impressão: foi um livro que passei pelas páginas sem ser marcada por elas. Também, o final me pareceu um tanto quanto apressado e insuficiente para trazer uma redenção ou empatia mais profundas por Fleur. Não senti que o arco da protagonista foi bem desenvolvido.

Em linhas gerais, A Rainha dos Funerais foi uma leitura mais interessante do que os títulos mais recentes assinados por Sophie Kinsella, mas sem brilho para me cativar com mais intensidade. Um livro que, diferente de como sua protagonista é descrita, passa despercebido entre outros da autora. Vale dizer que a obra traz gatilho para tentativa de suicídio, ainda que não descreva nenhuma passagem mais graficamente ou aborde com profundidade os temas envolvendo saúde mental.





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