[Resenha] O Fio Que Nos Une — Deborah Strougo - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
17

maio
2022

[Resenha] O Fio Que Nos Une — Deborah Strougo

Após perder o noivo em um acidente, Letícia se fecha para o mundo, desacreditando no amor com a certeza de que seu coração nunca mais poderá se recuperar. Até que, um dia, sua grande amiga Marina a leva para um festival no bairro japonês da cidade, e Letícia acaba fazendo um pedido no santuário local.
É quando coisas misteriosas começam a acontecer e nossa protagonista se vê numa missão um tanto inesperada: juntar as almas gêmeas conectadas pelo misterioso fio vermelho do destino. Além de ser obrigada a bancar um tipo de “cupido” para pessoas que nem imaginava, a situação de Letícia se complica mais ainda quando Thiago – o novo colega de escritório que sempre usa camisetas engraçadas e é todo trabalhado nas referências geek – surge em sua vida mostrando que o amor pode, sim, renascer após tanta dor.
O fio que nos une é uma história sobre luto, aceitação e retorno à vida. É sobre as muitas possibilidades após uma grande perda e a certeza de que todos, sem exceção, merecem viver intensamente seu destino.

 

Ficha Técnica

Título: O Fio Que Nos Une
Autor: Deborah Strougo
Editora: V&R
Número de Páginas: 304
Ano de Publicação: 2022
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Resenha: O Fio Que Nos Une

O fio que nos une é o lançamento de Deborah Strougo pela editora V&R. Através de uma escrita envolvente, a autora entrega uma história com características tipicamente de suas obras, mas com um toque novo: uma pitada de fantasia.

Após a morte do noivo em um acidente, Letícia se fechou para o amor, focando no trabalho para não ter que lidar com a dor do luto. Depois de visitar um festival japonês, ela passa a enxergar fios vermelhos amarrados no mindinho das pessoas. É quando Letícia descobre que assumiu uma missão: a de juntar almas gêmeas, que devem se conectar através dos fios invisíveis em seus dedos.

O fio que nos une é baseado na lenda Akai Ito, originária da China e que, ao passar das gerações, foi se modificando e se popularizou também no Japão, de onde Deborah Strougo se inspirou. Embora essa premissa fantástica seja inédita nas obras da autora, que até então não tinha publicado nada ligado à fantasia, o romance é bastante característico de seus outros títulos: traz uma comédia romântica leve e divertida, apesar de algumas passagens mais sensíveis por conta do tema do luto.

Em uma escrita rápida e envolvente, O fio que nos une é narrado em primeira pessoa, de maneira a aproximar o leitor dos pensamentos e emoções de Letícia. Foi uma leitura que devorei, sem nem sentir o virar de páginas. Mesmo que a protagonista lide com o passado, o foco da história não está no aprofundamento dessa dor, mas sim em sua reabertura para o amor, de maneira que vemos o surgimento de uma nova relação bem aos moldes da autora: uma construção bem-humorada e apaixonante do casal. Também por isso, a premissa fantástica, embora presente, não é central. Letícia se vê envolvida em juntar alguns casais, mas não de maneira a ser o foco do enredo. Aliás, a preocupação maior está na compreensão do porquê de ela ter passado a enxergar o fio do que na execução da missão em si.

Paralelamente ao casal principal, as relações com personagens secundários torna a trama mais interessante. A amizade de Letícia com a melhor amiga confere emoções positivas ao enredo, assim como a busca da protagonista por entender o mistério de sua nova missão dá a ele um toque de mistério, tornando-o mais instigante. 

No resumo, O fio que nos une foi uma leitura gostosa, sobretudo por sua agilidade e capacidade de envolvimento. Não foi um livro que me arrebatou, mas que cumpriu sua função de me entreter e me deixar com o coração aquecido ao finalizá-lo. 





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Uma resposta para "[Resenha] O Fio Que Nos Une — Deborah Strougo"

Deborah Strougo - 18, maio 2022 às (17:37)

Que delícia de resenha ❤️ sou muito grata por ter conhecido uma pessoa tão querida e que me apoia tanto, você é incrível e sabe o quanto te admiro! Obrigada pelo carinho com mais essa história 🥰

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