[Resenha] Muito Além do Infinito – Jill Mansell - Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
23

nov
2021

[Resenha] Muito Além do Infinito – Jill Mansell

Quando perde tragicamente o marido, Ellie Kendall sente seu mundo desabar. Mas, depois de um ano, ela está pronta para um recomeço – no trabalho, é claro. Ela ainda nem pensa em um novo relacionamento.
Por insistência do sogro, Ellie se muda para um apartamento que ele possui na glamorosa região de Primrose Hill e lá faz amizade com Roo, uma vizinha excêntrica que também guarda segredos.
Já seu novo chefe, Zack McLaren, é exigente e parece ter tudo, mas o que ele mais quer é chamar a atenção da garota que não sai da sua cabeça. Ah, se ela o olhasse como olha para Elmo, o cachorro dele…
Enquanto tenta se adaptar ao emprego e se distrair com os amigos, Ellie não consegue deixar de pensar no falecido marido. Será que ela vai perceber que o homem dos seus sonhos está bem na sua frente?
Neste delicioso romance, Jill Mansell brinda o leitor com uma história de corações partidos, amizade, risadas e esperança, reunindo personagens apaixonantes, que iriam muito além do infinito para conquistar uma segunda chance no amor.

 

Ficha Técnica

Título: Muito Além do Infinito
Título original: To the moon and back
Autor: Jill Mansell
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 384
Ano de Publicação: 2021
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Resenha: Muito Além do Infinito

Muito Além do Infinito é lançamento de Jill Mansell pela Arqueiro com tradução de Regiane Winarski, embora tenha sido originalmente publicado em 2011. Como típico em outras obras da autora, traz diversos núcleos de personagens para além do enredo vivido pela protagonista, e uma narrativa bastante leve e envolvente.

O marido de Ellie morre em um trágico acidente, fazendo dela viúva antes dos 30 anos de idade. Após um ano de luto, seu sogro insiste para que ela mude de apartamento, já que o seu está em condições precárias, o que também a força a mudar de vida e pouco a pouco superar sua perda.

Embora o início de Muito Além do Infinito seja triste, a escrita de Jill Mansell é leve o bastante para não tornar a leitura melancólica. É possível estabelecer conexão emocional com a protagonista, mas não somos tragados pela dor. Também, o fato de a narrativa em terceira pessoa trazer outros pontos de vista e desenvolver situações diferentes das vividas por ela desvia um pouco a atenção de seus conflitos, recheando o enredo com tramas paralelas. Destaco, entre o que mais me agradou, a relação de Ellie com o falecido marido, a partir das interações que ela cria com a imagem vívida que dele mantém. Em especial, os diálogos entre os dois são bastante espirituosos e recheados de ternura.

Não demorei a me envolver com a leitura, que fluiu muito bem do começo ao fim. Muito Além do Infinito é, acima de tudo, aquele típico romance para se descansar e relaxar. Entretanto, encontrei aspectos na obra, em relação a visões de mundo nela presentes, que me impediram de ter uma experiência mais positiva, além do próprio desenvolvimento da trama ter ficado aquém das minhas expectativas.

Sendo esse um livro publicado há dez anos, há um intervalo de tempo considerável entre 2011 e os dias de hoje, durante o qual avançamos bastante em discussões diversas, fazendo com que muitos comentários e piadas presentes em Muito Além do Infinito não tenham envelhecido bem. Há pontos de vista machistas, sejam por ideias defendidas por personagens, sem um contraponto crítico, ou pelo desenrolar de acontecimentos específicos — como a protagonista ser contratada por seu chefe por ele ter se interessado romanticamente por ela e isso aparecer de maneira naturalizada e romantizada na narrativa —, além de outros comentários problemáticos, variando de transfobia até considerar pessoas em situação de rua como um inconveniente em cidades turísticas, e o uso do termo “morena” para caracterizar a pele negra.

Além da quantidade de comentários problemáticos terem sido o suficiente para eu me desencantar com a leitura, o desenvolvimento dela em si não trouxe nada de mais. É, sim, um livro com um bom ritmo, mas que é morno em termos de evolução de personagens e de acontecimentos, sendo um romance que me soou como “mais um”, sem grandes diferenciais. Dessa maneira, Muito Além do Infinito não será um dos títulos de Jill Mansell que recomendarei em primeiro lugar quando indicar obras da autora, ciente de que tive experiências muito melhores com outros de seus livros.





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