[Resenha] Codinome Villanelle — Luke Jennings | Minha Vida Literária
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09

out
2020

[Resenha] Codinome Villanelle — Luke Jennings

Villanelle (um codinome, é claro) é uma das assassinas mais habilidosas do mundo. Uma psicopata hedonista, que ama sua vida de luxo acima de quase qualquer coisa… menos a emoção da caçada. Especializada em matar as pessoas mais ricas e poderosas do mundo, Villanelle é encarregada de aniquilar um influente político russo, e acaba com uma inimiga determinada em seu encalço.
Eve Polastri é uma ex-funcionária do serviço secreto inglês, agora contratada pela agência de segurança nacional para uma tarefa peculiar: identificar e capturar a assassina responsável e aqueles que a contrataram. Apesar de levar uma vida tranquila e comum, Eve possui uma inteligência rápida e aguçada – e aceita a missão.
Assim começa uma perseguição através do globo, cruzando com governos corruptos e poderosas organizações criminosas, para culminar em um confronto do qual nenhuma das duas poderá sair ilesa. Codinome Villanelle é um thriller veloz, sensual e emocionante, que traz uma nova voz à ficção internacional.

 

Ficha Técnica

Título: Codinome Villanelle
Título original: Codename Villanelle
Autor: Luke Jennings
Tradução: Leonardo Alves
Editora: Suma
Número de Páginas: 216
Ano de Publicação: 2020
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Resenha: Codinome Villanelle

Codinome Villanelle de Luke Jennings é um suspense publicado pela Suma, cujo foco em espionagem sobressai nas páginas repletas de ação e adrenalina. Primeiro livro de uma trilogia chamada Killing Eve, a adaptação foi trazida pela BBC e já conta com uma onda de seguidores apaixonados.

Villanelle é o codinome de uma mulher reconhecida por suas habilidades. Psicopata hedonista, apesar de apaixonada por dinheiro e luxo, a única forma de alcançar o prazer completo é na emoção de uma caçada. Ou melhor, não apenas uma caçada, mas aquela que envolve pessoas ricas e extremamente influentes. Desde um político russo até um líder de Hackers. Ela faz qualquer coisa para cumprir sua meta, mas isso lhe traz uma determinada inimiga para o seu encalço. Eve Polastri já não trabalha mais para o serviço secreto inglês, pois agora está na agência de segurança nacional e com uma única tarefa: identificar e capturar Villanelle. A aguçada inteligência faz de Eve será fundamental nessa missão. A perseguição através do globo envolve governos corruptos e poderosas organizações criminosas, tudo para culminar no confronto de duas mulheres que podem não sobreviver.

Sensualidade é um dos pontos significativos dessa trama, isso pelo fato de seguirmos uma mulher com sede de controle, que transborda em cenas de sexo e luta,  uma personagem que se destaca em sua complexidade dela vai muito além das páginas em terceira pessoa, ela tem uma voz significativa e cheia de ações dúbias, dispondo algumas vezes de pensamentos e preocupações com a sua segurança e outras em que faz questão de mostrar o quanto pode ser impulsiva, se desafiada. Aliás, ela é extremamente mordaz quando se trata de desafios.

Já do outro lado, temos alguém bem longe do que é Villanelle, apesar de ser perigosa na mesma medida. Isso pelo fato de que Eve é uma pessoa determinada, tanto para manter seu relacionamento com o marido, quanto para seu trabalho de proteção a pessoas extremamente influentes. O que gosto nessa disposição de personagens tão diferentes é que, enquanto a assassina esbanja beleza e segurança, vemos na agente o oposto, uma mulher insegura com sua aparência e decisões, que costuma repensar cada uma das suas ações durante a perseguição, sem levar em conta o quanto sua capacidade intelectual se sobressai.

Sendo um suspense, o que vejo em Codinome Villanelle é sua capacidade de manter o leitor em constante excitação e expectativa através das cenas de tirar o fôlego, envolvendo os assassinatos ou mesmo a investigação da agência de segurança nacional. Ainda que eu considere esses como sendo pontos incríveis na obra, acredito que repassa a ideia de apresentação inacabada, isso porque, considerando o que li nesse primeiro volume, não sinto a necessidade do livro ser dividido em três, ao contrário, a imersão e qualidade narrativa teria muito mais peso para o leitor se completa e não apenas introdutiva.

Vou tentar assistir à série, quem sabe me empolgue mais para o lançamento dos próximos volumes. Contudo, considerando essa seleção de acontecimentos que a trama me apresentou, a Trilogia Killing Eve está longe de ser algo que procuraria pela continuação.





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6 Respostas para "[Resenha] Codinome Villanelle — Luke Jennings"

RUDYNALVA CORREIA SOARES - 09, outubro 2020 às (23:29)

Francine!
Preciso ler o livro.
Curto muito esse estilo de livro com suspense, mistério, brigas e por aí vai.
Parece um policial muito bem escrito, mesmo que esse primeiro livro seja para apresentação.
Gosto quando tem passado e presente.
Assisti alguns capítulos da primeira temporada da série, preciso continuar.
cheirinhos
Rudy

Angela Cunha - 10, outubro 2020 às (06:50)

Eu posso não ter lido o livro ainda, mas fechei as 3 temporadas da série e sou fã assumida de todos os episódios rs
Essas duas mulheres tão diferentes e tão iguais, são o casamento mais perfeito na história do suspense e humor. Sandra está maravilhosa.
E mesmo com as diferenças, o livro também deve ser ótimo e pretendo muito ler em breve!!!
Beijo

Anna Mendes - 10, outubro 2020 às (15:30)

Oi Fran!
Ai, que legal você ter feito a resenha desse livro!
Ainda não assisti a série, mas tenho muita curiosidade, porque ela vem se tornando uma série queridinha para muita gente.
No começo eu nem sabia que era baseada em um livro.
Codinome Villanelle parece proporcionar uma leitura intensa e envolvente.
As personagens parecem ser bem complexas.
Não costumo ler suspenses com essa pegada de espionagem, mas fiquei bem curiosa para conhecer essa história.
Com certeza darei uma chance para o livro antes de conferir a série!
Bjos!

eliane - 16, outubro 2020 às (19:53)

Ola
Ainda náo li o livro nem vi a serie .mas nâo tenho muita curiosidade para conhecer essas personagens . Náo vejo realmente algo que me prenda a atençáo .

Lara Cardoso - 18, outubro 2020 às (12:39)

Olá! Ainda não tive a oportunidade de conferir a série de TV, mas achei o enredo bem interessante, parece ser um livro rápido que vai nos deixar com aquele gostinho de quero mais hein.

Scheila - 19, outubro 2020 às (15:31)

Oii, Fran!
Ainda não tinha ouvido falar desse livro, até por não ser meu gênero favorito, mas adoro dar uma mudada entre mesmo romances e ler um suspense.. E esse me parece bom demais! E que capa mais linda, amo rosas!
Gosto dessa questão de mostrar passado e presente e acho que as personagens são bem construídas, né.
Beijos!

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