[Resenha] Palácio de Areia — Raffa Fustagno | Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
29

set
2020

[Resenha] Palácio de Areia — Raffa Fustagno

Pureza (Annelisa)e Frieza (Elzalina) são filhas do governador mais corrupto que Arenlândia já conheceu: Olafo Filho. As irmãs têm sentimentos diferentes em relação às roubalheiras do pai. Em meio a esquemas de propina, compras de joias sem limite, uso de helicópteros indevidamente e muitas outras ostentações, nossa história nos leva até o Palácio de Frozuara onde nem tudo que acontece por lá, ficará de fato por lá. Graças à uma filha que não concorda com o que a família apronta com o povo e um segurança charmoso de esquerda chamado Cristolfo, essa história não terá final feliz para todos.

 

Ficha Técnica

Título: Palácio de Areia
Autor: Raffa Fustagno
Editora: Autopublicação
Número de Páginas: 120
Ano de Publicação: 2020
Skoob: Adicione
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Resenha: Palácio de Areia

O terceiro volume da série Femme Fatale, Palácio de Areia, foi escrito pela Raffa Fustagno e reconta a vida das irmãs de Frozen. Inspirado na história de um político famoso, essa é uma novela que mescla bem a fantasia dos filmes da Disney e a realidade corrupta da sociedade brasileira. Os dois primeiros volumes da coleção, sem relação entre si, são Princesa da Magia e Entre A Cruz e a Espada.

As irmãs Annelisa, conhecida como Pureza, e Elzalina, chamada de Frieza, são filha de um político corrupto. Olafo Filho é o governador de Arenlândia, envolvido em esquemas de propina, compras de joias sem limite e uso de helicópteros do governo indevidamente. A ostentação dessa família não passa despercebida pela população raivosa e o Palácio de Frozuara é nosso ponto de partida. Uma novela envolvendo as personalidades distintas das irmãs e o charmoso segurança Cristolfo em uma jornada cujo final feliz não será para todos.

Aqui temos bondade e maldade espelhadas não só pelas atitudes diferentes das irmãs, mas também no fato de que a população de Arenlândia é afetada diretamente pela corrupção de Olafo Filho e, indiretamente, com a vida luxuosa e cheia de desperdício da sua família. Raffa Fustagno apresentou bem essa indiferença por parte dos membros do governador e trouxe uma centelha de esperança através de Annelisa, a protagonista forte, inteligente e principalmente responsável por debates sociais importantes ao longo da novela.

Gosto de como a releitura ficou mais interessante do que o filme original. Isso porque, enquanto vemos Elza lidando com seus problemas e medos na obra da Disney, aqui temos uma protagonista mascarada pela ganância e cujos problemas envolvem apenas dinheiro e poder. Ela tem a arrogância muito presente, destacada por seus diálogos, a forma como menospreza pessoas inferiores e se sente poderosa, ainda que sem poder de fato.

Lendo Palácio de Areia, senti que essa foi uma ideia genial. Apresentar o poder de forma realista e não fantasiosa. Afinal, o que para nós pode ser considerado um ser poderoso? Riqueza? Cargo? Ou é a própria ação de alguém, a forma como se vê acima do outro? Acreditar ser superior a outra pessoa é algo questionado por Raffa Fustagno quando apresenta Elzalina e Annelisa.

Isso pelo fato de que Annelisa, enquanto filha de Olafo e justiceira, mantém uma luta contra a própria família, apresentando uma espécie de superioridade com sua inteligência, força de vontade e capacidade de não aceitar calada o que está errado. Um tipo de poder igual ao que Anna traz em Frozen, oculto, mas capaz de mudar o final de uma história.

Eu adorei a leitura, foi forte, perspicaz, aborda temas políticos que deveriam ser discutidos com mais clareza na sociedade, tem aquela pitada de romance gostosa de acompanhar. É um combo para todos os gostos, desde quem tem aquela quedinha por livros investigativos até a galera que curte um casal meloso. Espero que vocês leiam Palácio de Areia e sintam a força que essa história tem ao apresentar as duas protagonistas de uma forma original e muito bem escrita.





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7 Respostas para "[Resenha] Palácio de Areia — Raffa Fustagno"

RUDYNALVA CORREIA SOARES - 29, setembro 2020 às (21:49)

Francine!
Sou uma grande fã da Raffa e já estou com essa leitura aqui para fazer, assim que terminar o livro da Aione.
Adoro releituras e ver que a
Raffa foi bem criativa na sua e ainda trouxe essa abordagem mais política, ligada a nossa própria realidade, é um grande diferencial.
cheirinhos
Rudy

eliane - 29, setembro 2020 às (22:34)

Ola
Que legal fazer essa releitura de Frozen .Embora nunca vi o desemho sei da nossa triste realidade de corrupçao
Vemos primeiras damas todas elegantes mas é só aparencia .a roubalheira come solto .é mulher e marido corruptos
A arriogancia ,o se achar melhor do que os outros ainda imperam entre muita gente infelizmente .

Angela Cunha - 30, setembro 2020 às (07:20)

Sou fã assumida da Raffa. A autora, a amiga, a pessoa que me ensinou demais em muitos anos!!! Já li alguns livros dela e em breve, vou ler o mais recente(ela e os turcos..ops, novelas turcas)
Por isso, fiquei feliz demais ao ler sobre esse livro dela, onde mais uma vez, ela provou do que é capaz. Frieza rs
Fazer uma das animações mais lindas do mundo e a “revirar” dessa forma.
Ainda quero ler!!!
Beijo

Amanda Braga de Almeida - 30, setembro 2020 às (08:06)

Quem esperava Anna e Elza envolvidas em uma corrupção? hahah achei bem inusitado. Vi a capa acho que aqui no blog mesmo, mas nunca ia imaginar que se tratava disso. Parece mesmo ser genial!

Theresa Cavalcanti - 30, setembro 2020 às (08:51)

Ola, Francine

Eu comecei a ler a série esses dias, terminei o primeiro volume no fim de semana, e achei bem interessante essa proposta.
Não sei vou gostar dos outros livros, porque já são outros autores escrevendo, mas vou dar uma chance com certeza!

Beijos

Scheila - 30, setembro 2020 às (09:20)

Fran!
Achei genial essa ideia de trazer a história da Fronzen para a nossa ‘vida real’, amei isso!
Eu amo filmes da Disney, e acho que vou amar esse livro também. Eu sinceramente não sabia dos livros anteriores dessa coleção, fiquei bem curiosa para conhece-los também.
E saber que o livro é mais voltado para a realidade do que a fantasia, me deixa muito animada para ler, gosto assim. Pensar no Olafo e lembrar do Olaf me dez dar gargalhadas.. kk mas achei demais ter aquele romance junto.

Quero muito esse livro!
Beijos <3.

Elizete Silva - 30, setembro 2020 às (13:45)

Olá! Muito interessante à maneira como a autora resolveu realizar essa releitura, que ficou bastante atual e muito próxima (infelizmente) da realidade aqui do Brasil, e o bom é que apesar de curto, o enredo tem bons elementos que parece vão agradar e muito nós leitores.

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