[Resenha] A Mulher na Cabine 10 - Ruth Ware | Minha Vida Literária
Minha Vida Literária
19

maio
2020

[Resenha] A Mulher na Cabine 10 – Ruth Ware

Título: A Mulher na Cabine 10
Título original: The Woman in Cabin 10
Autor: Ruth Ware
Tradução: Alyda Sauer
Editora: Rocco
Número de Páginas: 320
Ano de Publicação: 2017
Skoob: Adicione
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Aclamado pela crítica e há mais de 30 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, A mulher na cabine 10 estabelece de vez Ruth Ware como um dos grandes nomes do suspense contemporâneo, na melhor tradição de Agatha Christie. No livro, uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora Boreal.

Um livro extremamente claustrofóbico; esse é A Mulher na Cabine 10. Suspense aclamado pela crítica e que ficou por semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, fez de Ruth Ware um grande nome do gênero, comparado até mesmo à rainha do crime Agatha Christie devido ao seu estilo de escrita. Vamos falar um pouco sobre essa obra fantástica que está em processo de adaptação pela CBS.

Depois de um trauma forte, Lo Blacklock é enviada para cobrir uma viagem inaugural no luxuoso navio Aurora, uma oportunidade perfeita para subir na carreira e se esquecer do pesadelo dos últimos acontecimentos em sua vida. O problema é quando, em uma noite, ela vê um corpo sendo jogado ao mar através da cabine vizinha à sua. Ainda que Lo tenha certeza sobre a ocupação ao lado, todos os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ali. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos os demais passageiros, ela precisa encarar o fato de que, talvez, esteja redondamente enganada. Afinal, como provar que foi testemunha de um crime e que há sim um assassino entre as cabines e os salões luxuosos do Aurora Boreal?

A Mulher na Cabine 10 não é um livro com todas as pontas amarradas, o que infelizmente reduz um pouco sua qualidade de leitura. Entretanto, a ideia original do enredo no qual a protagonista está presa no meio do nada, cercada pelo mar e impedida de escapar do ambiente de perigo, cria essa urgência no leitor, fazendo com que a experiência no fim valha à pena. Como citei no começo, é um roteiro extremamente claustrofóbico e sempre que retomo algumas das cenas mais icônicas do texto essa palavra se torna palpável. É um sentimento integrado às linhas. Se você sofre com gatilho do tipo, recomendo não ler.

O primeiro capítulo possui uma proposta muito interessante, já que Lo Blacklock é considerada uma protagonista não confiável devido ao forte trauma que sofreu. Eu adoro personagens em que é necessário ficar com um pezinho atrás. Por essa razão, ela me interessou ao longo da trajetória do livro.

Um porém, que me irritou bastante, foi a ausência de trabalho dela como jornalista. Desde o começo sabemos que a viagem é, para a protagonista, uma oportunidade profissional, mas efetivamente não a temos atuando assim até que o assassinato ocorra. Mesmo que o ambiente de isolamento tenha criado uma sensação de férias, a Lo, assim como muitos outros jornalistas dentro do navio, estavam a trabalho. Acredito que alguém determinado e impulsionado a ganhar uma promoção através das informações naquela viagem inaugural faria pelo menos um esforço.

Apesar de ser um livro de altos e baixos, A Mulher na Cabine 10 tem um ótimo plot twist, cenários que isolam a protagonista, envolvendo-a em situações que depende somente de sua capacidade resolutiva. Então, são momentos de pavor, angústia, tem muita ação e suspense, um bom thriller psicológico. É uma pedida bacana para quem quer começar no gênero ou está procurando algo mais rápido, apesar das pontas soltas poderem deixar a desejar.





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12 Respostas para "[Resenha] A Mulher na Cabine 10 – Ruth Ware"

Tereza Cristina Machado - 19, maio 2020 às (20:15)

Eu gosto de um suspense quando quero relaxar de leituras mais densas (sou meu contraditória rs! 🙋🏻‍♀️🤣).
Confesso que lendo a sinopse eu fiquei empolgada mais com o decorrer da resenha com esse claustrofóbico e essas pontas soltas que leva a história fiquei com o pé atrás rs! Mais vou pensar na possibilidade quando quiser uma emoçãozinha hshaha mas vai a curiosidade bateu sobre o corpo e a lista de passageiros está completa 🤔😂

RUDYNALVA CORREIA SOARES - 19, maio 2020 às (21:30)

Francine!
Na verdade ainda não tinha lido nenhum resenha sobre o livro e não sabia sobre o que se tratava, mas se tem suspense e thriller, é comigo mesma.
Bom se ver envolvida em uma trama onde a autora consegue manter incógnitos os responsáveis pelos fatos e deixar o leitor preso até o final, mantendo o suspense.
cheirinhos
Rudy

Angela Cunha - 20, maio 2020 às (07:28)

Confesso que não me recordava deste livro e olha que sou fã demais de um bom suspense.
Pelo que pude entender, muitos pontos não foram abordados ou aprofundados, mas mesmo assim, é uma história que prende e com certeza, já vou atrás de mais informações.
Eu também sou apaixonada por enredos que a gente já começa a ler e ´tem que ficar esperta com algum personagem!rs
Beijo

Anna Mendes - 20, maio 2020 às (09:03)

Oi Fran!
Amei sua resenha! É a primeira resenha que leio desse livro.
O nome da autora não me é estranho, porque já ouvi falar de outro livro dela, Em Um Bosque Muito Escuro.
A premissa já instigou a minha curiosidade em fazer a leitura. Parece ser o tipo de thriller psicológico que eu gosto!
Não curto muito quando livros desse gênero deixam pontas soltas. Gosto de tudo bem amarradinho, principalmente o final.
Ainda sim, estaria mentindo se dissesse que não fiquei morrendo de vontade de fazer a leitura!
Já vou colocá-lo na minha lista de desejados!
Bjos!

Carol Carvalho - 20, maio 2020 às (10:09)

Eu adorei a resenha, me fez desejar ainda mais ler esse livro. Amei 😍

Theresa Cavalcanti - 20, maio 2020 às (12:58)

Olá, Francine
Eu terminei esse livro ontem, por causa de um clube do livro que eu faço parte, e é muito confuso falar desse livro KKKK
Os primeiros 50% são meio arrastados e eu não gostei muito.
Mas quando passa daí, fica muito bom, com você agoniada e querendo ler rápido para saber como vai terminar.
Como você disse, tem muitas pontas soltas, o que desanima um pouco :/
Só para as pessoas saberem, ele está disponível no Kindle Unlimited.
Beijos

eliane - 20, maio 2020 às (17:19)

oi Francine esse genero é um dos meus favoritos E o tipo de livro que sempre que posso eu compro
vou anotando as dicas dos livros que vou lendo e depois vou adquirindo e mesmo com essas ressalvas que voce pontuou quero ler sim

Lynn Prado - 21, maio 2020 às (12:38)

Ooooie
Já ouvi falar muito desse livro e até comprei, mas sempre fico enrolando para ler.
Também gosto muito de histórias em que que é necessário ficar com um pezinho atrás, pelos personagens não serem muito confiáveis rs
Parece realmente ser uma leitura bem claustrofóbico e com muitas situações de angústia e suspense!
Bjs

Giovanna Talamini - 22, maio 2020 às (14:55)

Olá!
Não ligo muito para pontas soltas se a premissa for bem legal.
Consegui me sentir sufocada também só de imaginar a situação que a protagonista estava presenciando/passando.

Elizete Silva - 23, maio 2020 às (23:25)

Olá! Nossa senhora das unhas roídas, se a resenha já me deixou aqui curiosa para descobrir tudo que acontece na história, imagina lendo o livro, esse enredo cheio de suspense não é para os fracos de coração hein…

Ana I. J. Mercury - 31, maio 2020 às (20:55)

Oi, Francine
Essa história da Lo pelo jeito me deixaria bastante angustiada, mas, ainda sim, fiquei supercuriosa e acho que eu curtir a leitura.
Parece ser aquele tipo de thriller que a gente não larga nem pra ir beber água! Kkk
Bjs

Regina Oliveira - 27, julho 2020 às (13:10)

Olá, Francine!
Terminei de ler “A Mulher na Cabine 10” ontem a noite.
É um livro bem agonizante, pois a personagem principal não tem um só momento de paz, sossego e felicidade. A moça já vem de longo tratamento de depressão e ansiedade, sendo dependente de medicação e ainda uso abusivo de álcool (ela bebe é muito!). Lo Blacklock é insegura e agressiva, não tem como acreditar nela o livro todo! A personagem só ganha força quando cai do navio e aí sim: ela que lute para sobreviver nadando naquela água gelada. O livro fica bom depois de ler 75%, porque antes é bem arrastado, uma escrita longa e desnecessária, realmente desanima. O clima claustrofóbico chega a dar mal estar em alguns momentos. Particularmente, não gostei do livro e não recomendaria leitura.

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