[Resenha] Herdeiros de Atlântida — Eduardo Spohr | Trilogia Filhos do Éden | Minha Vida Literária
14

abr
2020

[Resenha] Herdeiros de Atlântida — Eduardo Spohr | Trilogia Filhos do Éden

Título: Herdeiros de Atlântida
Autor: Eduardo Spohr
Editora: Verus
Número de Páginas: 471
Ano de Publicação: 2012
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Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante.
Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra.
Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.

Hoje vamos falar sobre Herdeiros de Atlântida, primeiro livro da trilogia Filhos do Éden do jornalista, escritor e professor Eduardo Spohr, volume que expande a mitologia angélica conhecida no seu livro de estreia A Batalha do Apocalipse lançado em 2010. Um conteúdo cativante para leitores de qualquer idade!

O confronto entre o Arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de Gabriel devastam as camadas do paraíso. Todas as legiões estão divididas e suas fortalezas sitiadas, então, decididos a estabelecer um armistício na terra, os generais criam uma trégua frágil e delicada. Quando dois anjos são enviados ao mundo dos humanos para a missão de resgatar Kaira, a capitã dos exércitos rebeldes, eles são jogados em tramas de uma conspiração milenar, planos que, se concluídos, revertem o equilíbrio das forças no céu, ameaçando toda a vida humana. É ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, que os celestiais partirão para a jornada através de locais onde demônios e deuses são seus inimigos, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino de Atlântida.

Eduardo Spohr escreveu um livro solo chamado A Batalha do Apocalipse. Dito isso, a trilogia de Filhos do Éden é uma expansão a esse primeiro livro, mas pode ser lida separadamente, visto que são histórias isoladas. Temos as sequências intituladas como Anjos da Morte, o meu favorito até agora e que se passa na segunda guerra mundial, e Paraíso Perdido, que finaliza a aventura de Kaira e Denyel. Em 2016, foi publicado o volume Filhos do Éden: Universo Expandido, uma enciclopédia e guia de RPG de mesa escrito pelo próprio romancista. Vale a pena conferir.

O que mais gosto em toda a trilogia de Filhos do Éden, mas principalmente nesse primeiro livro, é o modelo de aventura épica. É possível ver o grupo de Kaira e Denyel se deslocar por locais diferentes, enfrentando problemas em que a dificuldade aumenta. Para alguém que ama RPG de mesa como eu, senti uma forte identificação. Então, temos esse pano de fundo com a guerra celestial, mantendo o foco na viagem de um grupo extremamente carismático. É como um combo: você leva uma aventura épica e o caos apocalíptico no mesmo livro.

Uma característica forte do autor e que ele traz na obra é a questão histórica. Temos uma pesquisa intensa sobre castas angelicais, nomes, situações e tudo o que é necessário para se situar no conflito. O problema mesmo é a quantidade de nomes e nomeações que uma pessoa tem e você precisa saber para não se confundir. Eu mesma tive certa dificuldade com isso no começo, já que são 473 páginas que oscilam entre o explicativo e a ação. Pode levar um tempo para se acostumar, principalmente no início, mas, quando se pega o ritmo, a leitura se torna bem ágil.

Considero que Herdeiros de Atlântida possui dois protagonistas que se completam. A Kaira e o Denyel são água e vinho, dá para perceber isso nas primeiras interações deles, o que torna o casal extremamente shippavel. São personagens com psicológico abalado, então temos muito de seus desejos como impulsionadores da história.

Os capítulos pequenos e repletos de cliffhanger – recurso de roteiro utilizado na exposição do personagem a um dilema – conseguem transformar os momentos em situações cheias de tensão e ação, que são ótimos para manter, por exemplo, aquele leitor mais jovem que está começando a pegar gosto pela leitura.

Herdeiros de Atlântida possui tudo o que um amante da fantasia gosta: aventuras de tirar o fôlego, um romance de encher o coração e reviravoltas emocionantes. É por isso que ele faz parte dos meus queridinhos da vida! Se está procurando uma série nacional nova para ler, essa trilogia é uma excelente escolha!





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9 Respostas para "[Resenha] Herdeiros de Atlântida — Eduardo Spohr | Trilogia Filhos do Éden"

rudynalva - 14, abril 2020 às (21:01)

Francine!
Adoro tudo que se relaciona com anjos.
Não conhecia a obra nem o autor, mas gostei demais da sua resenha e de tudo que acontece, as batalhas, as intrigas, etc…
Muito bom poder conhecer mais um autor nacional.
cheirinhos
Rudy

Angela Cunha - 15, abril 2020 às (07:30)

Nossa, eu li A Batalha já tem tantos anos que confesso que minha memória deixou vários detalhes se perderem.
Deu até aquela vontade, vou dizer, ler de novo!
Acho que essa é a primeira resenha que leio deste primeiro livro da trilogia e gostei de saber disso, do trabalho do autor em trazer castas e afins.
Sinal que houve uma pesquisa grande e isso é sempre recebido com carinho.
Claro que se tiver oportunidade, irei conferir!
Beijo

Anna Mendes - 16, abril 2020 às (21:03)

Oi Fran!
Adorei a resenha!!
Eu já ouvi falar desse autor, por causa do livro A Batalha do Apocalipse. Já ouvi comentários muito positivos sobre essa obra.
Achei muito instigante a premissa de Herdeiros de Atlântida.
Faz um bom tempo que não leio fantasias nesse estilo e bateu uma saudade da época em que eu devorava histórias assim.
Fiquei com muita vontade de dar uma chance para essa trilogia e conhecer a escrita do autor.
Bjos!

Elizete Silva - 17, abril 2020 às (21:18)

Olá! Toda vez que eu vejo uma resenha dos livros desse autor, me pergunto porque ainda não comecei a lê-los, os enredos parecem ser incríveis, com várias reviravoltas em uma história de fantasia para lá de maravilhosa.

Luana Martins - 22, abril 2020 às (16:14)

Oi, Francine
Não conheço o autor, obrigada por apresentar. Vou pesquisar mais sobre o autor.
História contada com vários detalhes interessante, personagens com personalidades fortes e impactantes.
Espero poder ler em breve, beijos.

Bianca Martins - 26, abril 2020 às (19:17)

Comecei a ler a resenha sem muita esperança de gostar, mas depois de ver vc dizer é um queridinho da vida já super me interessei.
Bora colocar no Skoob e procurar trocar…rs
Confesso que não conhecia o autor ainda.

Ana I. J. Mercury - 29, abril 2020 às (20:21)

Oi, Francine
Sou louca para ler os livros do Eduardo Spohr.
Essa série parece maravilhosa, cheia de reviravoltas eletrizantes!
Gosto muito de fantasias e ainda mais as que tem anjos ou vampiros, rs
Assim que der lerei.
bjs

Ana Carolina Venceslau Dos Santos - 30, abril 2020 às (18:34)

Eu já ouvi falar em vários e vários e vários livros desse autor mas eu nunca tive a mínima vontade de começar a ler os livros dele o que é uma pena pois Adoro fantasia e o fato do autor ser brasileiro normalmente me despertar ainda mais a curiosidade

Anderson Del Duque - 22, junho 2020 às (10:46)

Achei sensacional a história parabéns

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